São Paulo - A Associação dos Defensores Públicos de São Paulo programou para hoje uma greve de cinco dias em todo o Estado pelo aumento do número de cargos e dos salários da categoria.
O governo José Serra (PSDB-SP) classificou o movimento como uma “greve absurda, em uma instituição que tem apenas dois anos de existência”. “É evidente que a greve serve somente ao projeto político-ideológico de parcela dos integrantes da Defensoria Pública, e não ao interesse público”, afirma nota emitida pela Secretaria de Estado de Justiça.
Segundo os organizadores da greve, um sistema de plantão será mantido durante a paralisação para fornecer atendimento emergencial à população. A entidade só designará defensores para os casos “que envolvam risco à vida e à segurança de usuários’’, segundo uma nota divulgada pelos defensores.
A principal exigência dos defensores públicos é o aumento do número de cargos, pois, segundo eles, com 400 defensores, apenas 7% dos municípios paulistas têm defensoria. A maior parte dos atendimentos no interior é feita por meio de convênio com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que segundo o governo, oferece os serviços de 47 mil profissionais. A Defensoria Pública foi criada para atender quem não tem condições de pagar por um advogado.
O governo paulista também afirmou que os salários dos defensores não são baixos, pois 95% deles variam entre R$ 7.350,00 e R$ 13.928,40. O piso é de R$ 5.045,42.