Há exatos 33 anos, era fundado em Bauru o Coral Arte Viva, que nasceu no dia 14 de outubro de 1975 como coral da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
O grupo, que é comandado pela regente Sonia Berriel desde a fundação, se consolidou em Bauru, no Brasil e até no Exterior como uma referência de cultura e arte “vivas”.
O coro conquistou seu espaço ao longo dessas mais de três décadas de atividade e conseguiu mostrar toda a sua experiência e valor, inclusive na Europa, por onde fez uma turnê, há mais de dez anos.
O coral não ficou ligado à Secretaria da Fazenda por muito tempo. Com as sucessivas transições políticas, o Estado desvencilhou o coro de sua responsabilidade. O jeito, então, foi tornar-se independente e achar meios para continuar na ativa.
Faz 25 anos que o Coral Arte Viva “anda com as próprias pernas”. Uma vitória conquistada com o esforço de cada um dos integrantes, que ajudam no custeio das despesas através da realização de eventos de prestação de serviços.
“Já faz 25 anos que somos um coro independente, juridicamente constituído e que consegue, com utilidade pública municipal e estadual, pagar suas despesas cantando em casamentos, fazendo rifas, pedágios, e jantares. Cada coralista, paga uma mensalidade. Algumas firmas bauruenses também nos ajudam. Somos muito queridos aqui em Bauru”, destaca Berriel.
Atualmente, 36 pessoas compõem o coral. Todas são de Bauru. Além disso, não há limite de idade dentro do grupo. A idade dos integrantes vai dos 16 anos até mais de 60 anos.
E, conforme a regente-fundadora, qualquer pessoa pode fazer parte do Coral Arte Viva, desde que haja vaga. Ao contrário do que muita gente possa imaginar, as pessoas não passam por uma avaliação, mas por uma qualificação vocal. “Quando a pessoa entra, não é necessário que ela saiba música, leia partitura, nem que já tenha cantado em coral. Ela vai aprender toda a técnica, a respiração e tudo mais num período de três meses, que chamamos de estágio. Agora, para conquistar essa vaga, é preciso se empenhar nos estudos, freqüentar assiduamente os ensaios e o principal, ter gosto por cantar”, explica Berriel.
A sede de ensaios e reuniões do Coral Arte Viva é na Oficinal Cultural, no Jardim Coralina.
Turnês
Dentro das próximas semanas, o coral fará uma turnê pelas cidades históricas do Estado de Minas Gerais, incluindo Ouro Preto, Mariana e Congonhas do Campo. O grupo, segundo Berriel, foi convidado pelo governo mineiro. Uma das apresentações está programada para ocorrer no Teatro da Ópera, uma construção datada de 1711.
Turnês pelo Brasil e o mundo afora não são mais novidades para o coral, que já esteve na Espanha, há 10 anos, se apresentando entre Barcelona e Madri; Paris, na França; e Buenos Aires, na Argentina, também já foram palco do coro bauruense.
No Brasil, o evento mais importante que o grupo se apresentou foi no Festival de Inverno de Campos do Jordão, considerado o mais importante evento da música do Estado de São Paulo.
Quanto aos prêmios, foram muitos. O mais recente deles foi o terceiro lugar no concurso Talentos da Maturidade, do Banco Real.
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Comemoração com recital
Para comemorar os 33 anos de fundação do Coral Arte Vida, está programada para hoje, no Teatro Municipal, o 13.º Recital Comemorativo. O evento começa às 20h30.
De acordo com Sonia Berriel, regente-fundadora do coral, o espetáculo terá três partes. A primeira será marcada por músicas sacras e eruditas, terminando com três músicas em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa. “Vamos tocar a música ‘Sakura, Akatombo’ (Cerejeiras em flor), que é muito comum no Japão, finalizando com os tambores japoneses de taiko”, explica.
Em seguida, haverá a apresentação dos solistas, com músicas populares e erudita-lírica. Na terceira e última parte do espetáculo, o coral entrará em cena novamente para cantar música popular brasileira e internacional.
O coral será acompanhado por uma camerata de músicos: um quarteto de cordas, dois violinos, uma viola, um violãocelo, dois trompetes e dois percursionistas, um teclado e um violão. São nove músicos.