Rio - O PDT formalizou ontem o apoio ao candidato a prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) no segundo turno. O peemedebista assinou uma carta-compromisso em um comitê da legenda, no centro. O ex-candidato Paulo Ramos (PDT), derrotado no primeiro turno, não compareceu. Na sexta-feira, durante reunião do diretório municipal, ele votou pela neutralidade do partido no segundo turno.
Paes centrou o discurso nos elogios ao falecido líder pedetista Leonel Brizola, sobre quem destacou a “eloqüência, firmeza e maneira direta como falava”. “Brizola é uma figura que não se encontra mais na política brasileira, perseverante e firme nas suas posições”, destacou o candidato, que disse ter se interessado pela política após uma caminhada do PDT em 1986 durante a candidatura do sociólogo Darcy Ribeiro a prefeito do Rio.
Apesar de oficialmente estar licenciado do cargo do presidente nacional do PDT, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, conduziu o encontro. Ele disse que a aliança ocorreu sem “nenhuma exigência de participação no governo”. Lupi criticou a estratégia do adversário de Paes, Fernando Gabeira (PV), de discutir apoios isoladamente, sem conversar com as lideranças partidárias.