O bauruense Hugo Escobar Garib, 13 anos, sagrou-se vice-campeão brasileiro de aeromodelismo em escala durante o Campeonato Imac Brasil, disputado de 2 a 5 deste mês, em Limeira. A competição é considerada a mais importante do gênero no País e foi realizada pela International Miniature Acrobatic Club (Imac), entidade de âmbito mundial da modalidade.
Uma das características do campeonato é que é obrigatória a participação com aeromodelos que tenham modelos originais e em atividade. No caso, Garib conquistou o segundo lugar com um Extra 260 em escala com 35% do tamanho original. Também são requisitos obrigatórios do “aviãozinho” a existência de um piloto e painel de controles. A competição desse ano ainda contou, pela primeira vez, com a presença de dois juízes americanos da Imac: Carlos Paez e Don Hamilton, além do brasileiro Paulo Iscold.
O bauruense disputou na categoria intermediária, que reúne pilotos com experiência mais elevada do que a dos iniciantes na categoria básica. Nela, os competidores realizam duas seqüências de manobras já pré-conhecidas e treinadas pelos pilotos regularmente e outras duas aleatórias, conhecidas somente minutos antes da prova, com grau maior de dificuldade.
“Na verdade, tínhamos dúvida na participação dele na intermediária, pois nos aconselharam que ele treinasse mais para avançar na categoria. Mesmo assim, ele competiu na mais avançada e teve ótimo desempenho. No ano passado, ele foi na básica e também foi vice-campeão”, ressalta Marcelo Garib, pai de Hugo. Ele conta, ainda, que as expectativas para a participação de seu filho na competição eram bem mais modestas. “Saímos para ficar entre os cinco e terminamos em segundo. E poderíamos ter sido campeões. Ficamos na primeira posição durante todo o campeonato e, somente nas últimas manobras, o Hugo cometeu alguns erros que custaram o título”, analisa.
No entanto, o pai de Garib enfatiza que o desempenho de seu “pimpolho” foi superior a pilotos com muito mais experiência e idade do que Hugo. “Ele conseguiu superar, por exemplo, o José Antonio Peres, que foi o campeão da intermediária, no ano passado, e só ficou atrás do Marcelo Carvalho Moura, que foi o vice da intermediária, no ano passado.”
Hugo começou a praticar o aeromodelismo há três anos por iniciativa própria. “Desde que ele começou, ele falava que queria aprender para disputar campeonatos. Por isso, assim que ele se considerou mais ou menos na modalidade começou a competir”, destaca o pai. Mas, apesar de todo talento do garoto, a evolução no esporte é complicada, principalmente, em virtude dos custos necessários.
“Gostaríamos de passar a disputar a standard com aviões em escala de 40% a 42% do original para podermos ser competitivos. Mas um equipamento desses custa em torno de R$ 20 mil, pois a maioria dos componentes são importados. Só o avião que ele usa atualmente é avaliado em R$ 12 mil. Não temos qualquer apoio e é mesmo o ‘paitrocínio’. No entanto, sabemos que a visibilidade desse esporte não é tão grande e, por isso, achamos improvável qualquer patrocínio”, conclui.