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Governo federal amplia em R$ 128 milhões os recursos para 12 Estados

Folhapress
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Brasília - O governo federal vai ampliar em R$ 128 milhões este ano os recursos para ações de prevenção e combate à dengue em 12 Estados brasileiros. Depois do surto de dengue que atingiu o Rio de Janeiro no primeiro semestre, o Ministério da Saúde decidiu ampliar em R$ 202 milhões os recursos totais para o combate à doença - o que inclui a compra dos chamados “fumacê” (veículos que despejam inseticidas contra o mosquito), campanhas publicitárias e pagamento de agentes de saúde.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo vai gastar este ano R$ 1,08 bilhão para todas as ações de combate à dengue nos Estados considerados de “risco” para a retomada da doença -Rio, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Alagoas, Bahia, Rondônia, Goiás.

Em São Paulo, Temporão disse que as áreas de risco para novos surtos de dengue estão em Campinas e na Baixada Santista. “A Capital do Estado teve uma redução importante de casos. Essa análise das áreas de risco leva em conta locais onde a população não têm defesa do tipo dois da doença”, explicou.

O ministro reiterou que o combate ao mosquito Aedes aegypt está entre as ações fundamentais para evitar a doença no País. “O controle do vetor é um eixo central. Temos a probabilidade de uma situação mais séria e o vírus tipo dois atingir crianças a adolescentes”, afirmou.

Além da ampliação dos recursos para o combate à doença, Temporão anunciou outras medidas da campanha “Brasil unido contra a dengue” que têm como objetivo evitar surtos, especialmente no verão. Uma delas prevê o envio de tropas das Forças Armadas para os militares atuarem no combate à dengue e na educação e mobilização das comunidades.

“Eu estive com o ministro Nelson Jobim (Defesa) e acertamos que as Forças Armadas estarão à disposição para atuar onde for necessário para o combate ao mosquito. Vamos começar a treinar as tropas para ficarem de sobreaviso, numa espécie de reserva técnica”, explicou Temporão.

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