Tenho observado nas ruas um trânsito muito agitado. Motoristsa velhos de carta, que se acham donos do mundo, e iniciantes cheios da razão. Em busca da agilidade e pela correria do dia fazem do trânsito uma verdadeira prova de sobrevivência. Algumas empresas investem em capacitação dos motoristas e colocam a seguinte frase “Como estou dirigindo?” Temendo por alguma reclamação, fazem com que os funcionários dobrem a atenção no trânsito, pois isso pode custar o seu emprego. Mas e o funcionário municipal? O que acontece se ele fizer alguma coisa errada no trânsito? Qual é o setor que podemos ligar e fazer uma reclamação e ter certeza que será analisada a situação dos motoristas, se eles têm ou não condições de dirigir numa cidade “Sem Limites”? Existe um exame, que é feito de tempos em tempos, para ver a capacidade de nossos motoristas? Bom, chega de perguntas. Vou dar as respostas. Se existe algum exame, não funciona. Motoristas que há muitos anos prestaram concurso e fizeram o teste de direção em mil novecentos e bolinha estão até hoje dirigindo da maneira que bem entendem, sem se preocupar com nada, pois a estabilidade garante a eles este direito. Alguns dirigem até sob efeito de calmante... Dirigem sem dar seta, usam a faixa da esquerda e outras infrações a mais... Conduzem caminhão com material de trabalho, kombi cheia de trabalhadores e outros carros. Não estou generalizando. Sei que existem muitos motoristas municipais que dão um verdadeiro exemplo de direção. Só estou fazendo meu protesto contra a administração municipal. Ela precisa investir nos servidores, em um processo de reciclagem de direção. Que crie um sistema de ouvidoria onde o cidadão possa fazer sua reclamação e, se houver três reclamações do mesmo motorista, que ele seja avaliado psicológicamente e profissionalmente para ver sua condição de exercer a função ou direcioná-lo para outro setor...
Sérgio Ricardo Adami