Se os professores argumentam que a profissão é árdua, há também recompensa. Não são raros os adultos que lembram com carinho de seus professores de infância e, muitas vezes, ainda mantêm contato com eles após décadas da convivência em sala de aula. É o caso do funcionário público Benedito Ivanir Braga Melo, 50 anos, que em carta enviada ao JC afirma que gostaria de aproveitar a data de hoje, Dia do Professor, para homenagear Maria Antonia De Marco Massa.
Ela foi professora dele na 3.ª e 4.ª séries na antiga escola do Serviço Social da Indústria (Sesi) da Bela Vista. “Dona Maria marcou-me muito pela paciência que conduzia os alunos em sala de aula”, diz ele. “Dona Maria ajudou-me bastante como mestra, sobretudo a moldar meu caráter e de tantos outros alunos”, relata ele que ainda guarda boletins assinados pela professora Maria Antonia.
Os boletins daquela época, conta, continham espaço no qual os professores assinalavam os itens que os pais poderiam ajudar os filhos em casa. “Em março de 1969, por exemplo, dona Maria Antonia marcou em meu boletim que eu precisava melhorar no cumprimento de meus deveres e obrigações, além de prestar mais atenção e apreciar as coisas bonitas da vida. O “puxão de orelha” da professora e, em seguida, de meu pai, foram marcantes. Ao final do ano, no exame final, tirei nota máxima”, conta.
Há cerca de dois anos, num casamento, Melo viu a professora Maria Antonia. “Apesar de não ter conversado com ela, fiquei extremamente feliz e emocionado em saber que ela estava firme, com saúde e residindo em Bauru”, finaliza deixando claro a gratidão e carinho que conserva por sua professora de infância.