Internacional

Governo dos EUA injeta US$ 250 bi em bancos, mas Wall Street cai

Por Folhapress | Com Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O governo dos Estados Unidos decidiu ontem injetar 250 bilhões de dólares em bancos, seguindo medida similar tomada na Europa, mas dados mostram que a ameaça de recessão ainda não foi eliminada, mesmo diante da eliminação de risco de derretimento do sistema financeiro.

De acordo com o plano norte-americano, o governo vai comprar ações preferenciais de institutições financeiras qualificadas. A participação governamental em cada banco será limitada a 25 bilhões de dólares.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que nove bancos, descritos como “instituições saudáveis”, concordaram em aceitar a participação governamental pelo bem da economia dos EUA - uma intervenção estatal impensável antes da crise, que é amplamente comparada à Grande Depressão de 1930.

Bolsas recuam

Depois da maior alta em 76 anos, motivada pela ajuda global aos bancos, as atenções na Bolsa de Nova York se voltaram para os resultados das empresas, com a provável recessão voltando a ganhar atenção e derrubando os mercados.

Apesar de as ações de bancos terem registrado mais um dia de altas expressivas, os papéis de empresas ligadas ao consumo, como Coca-Cola, e ao setor de tecnologia (Microsoft) fizeram com que o principal mercado mundial voltasse a ter um dia de queda. O Dow Jones, o principal índice da Bolsa de Nova York, se desvalorizou em 0,82%, um dia após avançar 11,08% - a quinta maior alta da história do índice.

O mercado teve um dia bastante instável, em que chegou a subir mais de 4,1% logo no seu início, com a confirmação do plano do governo americano de compra de ações de bancos, mas, no meio da tarde, recuou cerca de 3,2%, com o temor de recessão. Mesmo com o pregão negativo, o Bank of America e o Citigroup, que receberão injeção de capital estatal, subiram mais de 16% e foram os que mais ganharam no dia.

Comentários

Comentários