Internacional

UE: metas ambientais opõem líderes

Folhapress
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Bruxelas - Os governantes dos 27 países da União Européia sairão hoje divididos da reunião de cúpula, aberta ontem em Bruxelas, com relação à redução das metas de poluição atmosférica.

A principal objeção partiu da Itália. Seu primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, anunciou que vetaria o plano rascunhado há 18 meses pela UE e que previa a redução em 20%, até 2020, da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

Diante da crise econômica, afirmou, “as empresas italianas não estão em condições de arcar com as despesas para atingir essas metas”. Os investimentos consumiriam o equivalente a 1,14% do PIB italiano.

Oito outros integrantes do bloco - Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Eslováquia, Letônia, Lituânia e Estônia - evocaram as turbulências econômicas e pediram que fosse revisto o plano antipoluição.

O grupo argumenta que já reduziu a emissão de gases ao modernizar o parque energético herdado do comunismo.

O ministro polonês das Relações Exteriores, Radoslaw Sikorski, disse que seu país não apoiaria metas que desrespeitassem sua diversidade energética, hoje fundamentalmente baseada no carvão mineral.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defende um sistema com multas de até US$ 68,8 bilhões às indústrias poluidoras, como as de aço e cimento, para que elas adotem tecnologias ambientalmente corretas. A chanceler alemã, Angela Merkel, considera a idéia absurda, segundo seus assessores. O mecanismo levaria à emigração dessas usinas, o que desindustrializaria em parte a Europa e criaria mais desemprego.

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