A tranqüilidade de João Pessoa não quer dizer que lá só se vive de sombra e água fresca. Estando na Paraíba, o turista pode caminhar, pedalar, correr, escalar montanhas, mergulhar, cavalgar, etc. Todos são esportes que estão na moda no segmento do turismo de aventura e que têm seu espaço garantido em roteiros prontinhos para o gosto do cliente, seja ele brasileiro ou estrangeiro.
A rota do turismo de aventura na Paraíba está dividida em cinco regiões: Litoral, Sertão, Brejo, Cariri e Agreste, que proporciona, ainda, a oportunidade do conhecimento sobre a evolução do homem na terra.
As cidades de Ingá, no Agreste, e de Sousa e Vieirópolis, no Sertão, são dois bons exemplos disso. Em Ingá, o turista pode testemunhar a presença de inscrições rupestres em pedras, que se transformaram em elementos de estudos de cientistas de vários países do mundo.
No Sertão, o parque arqueológico é o destaque. Dinossauros estiverem por aquela região há milhares de anos. O registro está nas pegadas deixadas por eles e que hoje são tema de teses sobre o desenvolvimento dos seres vivos no planeta.
Na Serra do Yayú, em Santa Luzia, o turista pode praticar rappel ou fazer escalada no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras; ou então curtir cavernas, paredões de 320 metros de altura e cânions, localizados na Pedra da Boca, em Alagoa Grande.
Quer mais? Então não deixe de cavalgar no Parque Estadual Pico do Jabre, em Teixeira, ou mesmo de acampar nas serras dos Picotes, dos Pilões e da Mandioca, em São Mamede. Existem ainda áreas reservadas para o off-road, cruzando cachoeiras ideais para canyoning e serras para trilhas, na Mata do Pau-Ferro, em Areia.
Retornando ao Litoral, os visitantes não têm do que reclamar das opções que a natureza lhes proporciona. A praia de Intermares, em Cabedelo, está sendo considerada como a melhor das Américas e uma das melhores do mundo para a prática do kitesurf. Quem quiser um esporte menos radical pode velejar até Picãozinho, em João Pessoa, que é uma ilha situada em pleno Oceano Atlântico.
Para aumentar a adrenalina, recomenda-se um salto de pára-quedas na praia do Bessa, também na Capital, ou curtir um caiaque na praia de Coqueirinho, no Conde.
Para mergulhar literalmente no fundo do mar e na história, a grande opção são as praias do Bessa e Cabo Branco, em João Pessoa, e em Cabedelo, onde foram registrados alguns naufrágios no passado e que, no presente, se transformaram num belo ambiente para a prática do mergulho. Nessas áreas ocorreram naufrágios de embarcações como o Ship Erie J.N.Y (Queimado), Alice e Alvarenga.
Fechando o roteiro, a praia de Tambaba, no Conde, considerada uma das melhores áreas para a prática do naturismo.
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Hotel fazenda Pai Mateus
Localizado no famoso Cariri paraibano, distante quase uma hora de Campina Grande, o Hotel Fazenda Pai Mateus é o local ideal para aqueles que viajam em busca das amplas paisagens que caracterizam essa região. Na paisagem os jardins de cactos e bromélias, típicos da caatinga, escondem inúmeros vestígios dos povos indígenas e animais gigantescos que, há milênios, habitaram essas paisagens.
Misticismo e mistério encantam os visitantes do lajedo do Pai Mateus - um magnífico “mar de bolas” de granito, que serviu de morada a um eremita no século 18. Emas, siriemas, entre outras aves e mamíferos, são avistados por toda parte. O local foi escolhido pela Rede Globo de Televisão como cenário para o filme “O Auto da Compadecida”, do escritor Ariano Suassuna.
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Vale dos Dinossauros
Quem tem curiosidade em conhecer de perto um pouco da fauna pré-histórica no Brasil, a Paraíba com certeza é uma das referências nesta área. No Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, distante 427 Km de João Pessoa, existem as famosas pegadas de dinossauros incrustadas em seu solo e consideradas um dos mais importantes sítios pré-históricos do mundo. Pegadas de dinossauros, estegossauros e outros répteis são exemplos vivos desses animais.
As passagens desses animais no sertão paraibano há cerca de 150 milhões de anos desperta o interesse de cientistas brasileiros e do Exterior, além de muitos turistas que visitam o local todos os anos. A maioria sai encantada com as pegadas de 1/2 metro de comprimento numa extensão de 46 metros em linha reta deixados pelos dinossauros na terra.
A região chamada de “Vale dos Dinossauros” é composta por rochas de aproximadamente 600 milhões de anos e as pegadas, consideradas como a maior trilha de animais pré-históricos de grande porte encontrada no mundo, foram moldadas na lama dos rios e pântanos, que se transformaram em rochas devido à exposição ao sol.
No parque, além das pegadas dos animais, o turista pode apreciar réplicas dos principais gigantes que habitaram a região. Outro atrativo do vale é um muro natural de 7 metros de altura, com trechos intermitentes de 5 quilômetros e que emergem à superfície. Os moradores batizaram tal ocorrência geológica de “Muralha do Meio Mundo”.