As expulsões do zagueiro Roque Júnior e do meia Diego Souza no clássico diante do São Paulo, anteontem, deram ao clube um ingrato rótulo. Segundo o Datafolha, o Palmeiras já contabiliza dez expulsões no Brasileiro, roubando o posto de Fluminense e Vasco (ambas com nove), times que figuram nas últimas colocações do torneio. O clube paulista é o terceiro colocado, com 55 pontos, a um do líder, o Grêmio.
A equipe comandada pelo treinador Vanderlei Luxemburgo é a segunda que mais recebeu cartões amarelos na competição. Foram 91 advertências, contra 92 do Sport. As várias suspensões têm provocado constantes rodízios nas escalações de Luxemburgo. Para o confronto diante do Fluminense, sábado, no Maracanã, ele não terá também o volante Léo Lima, que recebeu o terceiro amarelo no empate contra os são-paulinos.
Ontem, o clube corria o risco de perder o atacante Kléber, que visitou o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), sediado no Rio, pela quinta vez no Nacional. No entanto, ele foi absolvido por uma cotovelada no jogador Asprilla, do Figueirense, no jogo do último dia 8, em Florianópolis. O árbitro daquela partida, Leonardo Gaciba, puniu o atleta no momento do lance com o amarelo. Graças às imagens da TV, entretanto, o tribunal decidiu enquadrar Kléber no artigo 254 (jogada violenta) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, cuja suspensão varia entre duas e seis partidas.
O atacante palmeirense já havia escapado de dois julgamentos anteriores, quando foi absolvido. Ele só recebeu um jogo de gancho depois de a Procuradoria do tribunal entrar com recurso contra a decisão que o absolveu pela expulsão diante do Goiás, na 13ª rodada. Ao todo, Kléber já recebeu 11 cartões amarelos e três vermelhos neste Brasileiro.
No Paulista deste ano, o atacante foi advertido três vezes com o cartão amarelo. No duelo contra o São Paulo, em março, acertou uma cotovelada no zagueiro André Dias - flagrada pela televisão, já que a arbitragem não percebeu - e pegou três partidas de suspensão.
Não mudo
O atacante Kléber voltou a dizer que não vai se intimidar com os que o acusam de ser um jogador violento. No clássico, os são-paulinos André Dias e Jean chegaram a cair após divididas com Kléber, levando a mão à boca como se tivessem sido atingidos pelo cotovelo do palmeirense. Nos dois lances, o árbitro Salvio Spínola Fagundes Filho nada marcou.
“Não posso mudar meu estilo de jogo. Não posso amarrar meus braços na hora de correr ou pular para cabecear a bola”, diz o camisa 30 do Palmeiras. “Futebol é um esporte de contato, não é balé.”
Mais polêmica
O árbitro Salvio Spínola relatou na súmula do clássico com o São Paulo duas infrações que podem custar perda de mandos de campo para o Palmeiras. Segundo o juiz, dois isqueiros foram atirados por torcedores palmeirenses durante o segundo tempo, um em direção ao bandeirinha Emerson Carvalho e outro para o são-paulino Jorge Wagner, que se preparava para cobrar um escanteio. Salvio também citou na súmula o fato de Vanderlei Luxemburgo ter divulgado uma escalação às 15h25, fazendo outra alteração dez minutos depois. Mas, nesse caso, não há previsão de punições.