O médico anestesista Danilo Azenha Joaquim, 30 anos, bauruense, integrou a equipe que fez a cirurgia de transplante de fígado da menina de 12 anos que recebeu o órgão que era de Eloá Cristina Pimentel da Silva, morta após ser seqüestrada pelo ex-namorado, em Santo André, no ABC Paulista. A cirurgia, que durou 12 horas, foi realizada na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na última segunda-feira, onde o médico trabalha.
A menina sofria de hepatite auto-imune, quando o próprio corpo ataca o fígado, e desde 2005 estava na fila de transplante. Formado há quatro anos, o médico bauruense terminará a especialização em anestesia no fim deste ano e trabalha há três anos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Além da vida da menina de 12 anos, os órgãos de Eloá já ajudaram a salvar outras quatro vidas. A paraense Maria Augusta Silva dos Angos, 39 anos, recebeu o coração da adolescente. Maria nasceu com um problema cardíaco e, há um ano, se mudou para São Paulo para esperar por um transplante.
Um homem de 25 anos recebeu o pâncreas e um dos rins de Eloá. Os pulmões foram transplantados em uma jovem de 18 anos, que aguardava pela cirurgia há dois anos. A Santa Casa também foi destino das córneas da adolescente. Mas, por enquanto elas estão armazenas e, até o momento, não há informações de quem as receberá.