Bairros

Em bairros da cidade, população joga eletrônicos em terrenos e ruas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

As margens da estrada de terra que liga o Pousada da Esperança ao Núcleo Gasparini está forrada de entulho. Sacos plásticos com lixo doméstico, muitas roupas velhas e embalagens longa-vida se acumulam ao longo da via. Ontem, a reportagem encontrou, além do lixo comum, uma televisão e um aparelho de som quebrados.

Na área dos Lotes Urbanizados, é quase impossível seguir pelas ruas. Elas estão cheias de entulhos de construção civil e lixo dos bairros vizinhos. Em uma das ruas, o asfalto estava coberto com cacos de vidro de lâmpadas fluorescentes quebradas.

Em março, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) passou a receber da população e também de micro, pequenas e médias empresas, no limite de até 30 unidades por ano, sem cobrar nada, as lâmpadas que contêm mercúrio em sua composição. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) também recolhe essas lâmpadas, mas as descartadas por grandes empresas, que consomem esses produtos em maior quantidade.

Para esses consumidores, a Emdurb cobra R$ 0,60 a unidade. Pela sua composição, essas lâmpadas não podem ir para o lixo comum, para evitar problemas à saúde e prejuízos ambientais.

A Emdurb recebe entre 300 a 500 lâmpadas por mês. Quando reúne 3 mil unidades, é acionada a empresa responsável pela descontaminação das lâmpadas. Após o tratamento do lote, cada estabelecimento que entregou suas unidades recebe um certificado de descarte ecológico.

Viviane Gonçalves, 28 anos, administra um ferro- velho no Jardim Ivone. Ela conta que aumentou o número de pessoas que aparece oferecendo aparelhos eletrônicos, além de pilhas e baterias. “Às vezes, a gente pega algum computador, para tirar o metal de dentro. Mas televisão, som, o resto, não compramos”, conta.

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