Na velocidade das antenas o mundo pousa sobre minha casa. Depois de cruzar desfiladeiros, rochas e rios, rebater em parabólicas e satélites, são os sinais irradiados que vão se ricocheteando pelos céus da cidade e os monstrengos de ferro e cimento que se erguem no centro e nas periferias vão despejando sinais que se transformam em cochichos em meus ouvidos e fantasias para meus olhos.
Posso ver o mais longínquo lugar ao redor do mundo e posso ser visto onde se interessarem pela minha figura, isso em segundos, é como um raio que risca o horizonte e é visto do oriente ao ocidente; é a ciência conferindo ao homem o status de onipresente.
Lázaro Carneiro