Auto Mercado

Notas


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• Terceiro turno

A demanda por caminhões levou a Volkswagen ao inevitável: instalar o terceiro turno de produção em sua fábrica de caminhões e ônibus em Resende, interior do Rio de Janeiro. Com a ampliação da produção, o fabricante espera acabar com as filas de espera, que podem durar até três meses.

A criação do terceiro turno aumentará a capacidade de 200 veículos/dia para 300 unidades/dia. A montadora projeta para 2008 uma produção de 60 mil caminhões e ônibus, divididos entre 49 mil unidades destinadas ao mercado nacional e 11 mil para exportação - para a América Latina, África e Oriente Médio. A Volks fabrica 29 modelos de caminhões, divididos entre as linhas Delivery, Worker e Constellation, além de 10 modelos de chassis de ônibus. Inaugurada em 1996, a fábrica de ônibus e caminhões recebeu também um novo centro logístico, o que ampliou a área construída dos 90 mil² originais para 135 mil m². Com a ampliação e o terceiro turno, serão gerados 1,3 mil novos empregos diretos.

• Resgate de prestígio

A Audi vai investir pesado para recuperar sua imagem um tanto abandonada entre as marcas de luxo no Brasil. A alemã das quatro argolas investirá R$ 100 milhões no país nos próximos três anos. O valor será aplicado basicamente em ações de marketing, buscando resgatar o forte prestígio que a montadora possuía há alguns anos. O anúncio foi feito no início das comemorações dos 15 anos da Audi, completados no ano que vem.

Com o investimento, a fabricante espera chegar a 2 mil unidades emplacadas por ano. Até porque, a maré não anda nada boa para a marca no país. No acumulado do ano, as vendas da Audi caíram 43%, - apenas 914 unidades -, em um mercado geral que cresceu quase 25% no mesmo período. Com isso, a Audi perdeu a liderança entre as marcas de luxo para a Mercedes e também foi ultrapassada pela BMW.

• Roda solta

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, DPDC, do Ministério da Justiça, instaurou um processo administrativo contra a Fiat Automóveis S.A., em razão de um aparente defeito nas rodas traseiras do Stilo. De acordo com os registros do Ministério da Justiça, o defeito teria provocado oito acidentes - com pelo menos uma fatalidade -, todos causados pela separação repentina de uma das rodas traseiras. Após a denúncia das ocorrências, o Departamento notificou o fabricante, que negou então a necessidade de um recall, alegando que a grande parte dos casos ocorreu em virtude de sobrecarga.

O fabricante tem até o dia 7 de outubro para apresentar a sua defesa. Após a investigação, a Fiat poderá receber uma multa de até R$ 3 milhões, caso seja comprovado que introduziu no mercado um veículo que traz riscos à integridade do consumidor, sem ter realizado um recall quando tomou conhecimento do possível defeito no cubo das rodas. Algo semelhante com o que ocorreu com o Volkswagen Fox e o polêmico sistema de rebatimento do banco traseiro.

Segundo o DPDC, a marca italiana, mesmo ciente das ocorrências, não convocou os proprietários do Stilo para uma eventual substituição da peça, o que desrespeitaria o artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor - CDC. O artigo obriga o fornecedor à comunicar o perigo às autoridades e aos consumidores de imediato, mediante anúncios publicitários.

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