Tribuna do Leitor

Ninguém é de ninguém


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É avassalador, triste, porém real. Destrói a vida de uns, muda a perspectiva de outros. Traz infortúnio, decepção e falta de credibilidade. É o adultério, que vem corrompendo o ser humano desde os primórdios, e ainda o faz.

Na literatura encontramos inúmeros exemplos de infidelidade. Em “Primo Basílio”, de Eça de Queirós, a personagem Luisa trai o marido com seu primo. Retrata além do adultério, o incesto. Outro exemplo de autor da mesma época seria Machado de Assis, que denota a famosa questão de “Dom Casmurro”: Capitu traiu ou não traiu?

Também no teatro, a infidelidade é mostrada de forma trágica por Shakespeare em “Otelo”. Nessa obra, Iago convence Otelo de que Desdêmona, sua mulher, estava o traindo. Otelo, possuído de ódio, mata Desdêmona, que era inocente.

Em face dos argumentos, fica evidenciado que o adultério é visto na sociedade como indigno. A Bíblia conta o caso de Maria Madalena que, por ser adúltera, foi apedrejada. Para combater esse infortúnio, seria oportuno que o respeito fosse cultivado e o sentimento de posse controlado. A confiança é fator crucial para um bom relacionamento e o fio condutor para a famigerada lealdade.

Isabela Zamboni Moschin - estudante

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