Bairros

Aeroclube local forma cerca de 30 aviadores por ano

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru, referência na área de aviação por possuir o aeroclube mais antigo do Brasil em funcionamento ininterrupto, forma cerca de 30 pilotos de planador e avião monomotor por ano. Capital do vôo a vela devido ao clima e por consagrar campeões brasileiros no esporte, a cidade atrai jovens de diferentes regiões do País com o mesmo sonho, o de voar.

Como hoje é comemorado o Dia do Aviador, o JC foi saber o que é preciso para se tornar um aviador e porque Bauru é o destino de muitos jovens sonhadores. Criado em 1939, o Aeroclube da cidade forma pilotos privado e comercial. Atualmente, recebe cerca de 100 alunos por ano.

Além de dedicação e força de vontade, a formação do piloto exige alto investimento. A habilitação de um piloto privado, também chamado de piloto amador, custa em média R$ 8 mil. Já um piloto de planador precisa ter mais de R$ 4 mil para concluir o curso teórico e prático.

De acordo com Adilson Ferreira da Silva, coordenador dos cursos oferecidos pelo Aeroclube, o tempo de formação de um aviador varia de seis meses a um ano. “A parte teórica tem duração de aproximadamente quatro meses. Após concluir esta fase, o aluno passa por exames médicos para saber se está apto ou não para voar”, conta. “Depois dessa etapa, o aluno precisa concluir 35 horas de vôo para se tornar um piloto”, acrescenta Adilson, que também é instrutor e piloto.

Vinícius Martini de Mello, 24 anos, de Rio Verde (GO), concluiu o curso de piloto privado em Porto Alegre e há 10 dias está em Bauru para o curso de planador. “Depois dessa fase quero fazer o curso de rebocador e ainda me especializar em piloto agrícola”, revela. “A aviação sempre me chamou a atenção, pois além de ser um ótimo trabalho, os profissionais são muito bem remunerados. Pretendo começar a trabalhar em junho de 2009”, complementa o jovem.

Segundo Adilson, para se tornar um piloto agrícola é preciso concluir os cursos de piloto privado e comercial, para depois se especializar na área agrícola.

Diego Rossatto Stefamello, 21 anos, quer ser piloto comercial. O jovem veio do Mato Grosso há três meses e está na fase final do curso teórico. “Passei pelo exame médico e já estou autorizado a voar. Mas vou terminar a parte teórica, voltar para minha cidade e, no início do ano que vem, quero iniciar o curso prático”, explica o jovem que sempre foi apaixonado por aviação. “Escolhi Bauru porque o Aeroclube tem boa referência no ramo comercial, a área que eu gosto. Estou ansioso para o primeiro vôo”, complementa Diego.

Há um ano e oito meses em Bauru, o mineiro Anderson Guabagnn, 20 anos, concluiu os cursos de piloto privado e de planador e, agora, está na parte teórica do curso de piloto comercial. “Tenho familiares na área da aviação, fato que me influenciou muito para optar pela aviação. Além disso, o aviador tem boa remuneração, o que atrai muita gente”, revela.

De acordo com Fábio Lara, presidente do Aeroclube de Bauru, a primeira etapa para quem quer ser aviador é o curso de piloto privado, que habilita para realizar vôos para lazer. A segunda fase é o curso de piloto comercial, que forma piloto profissional. Além desses dois cursos, o Aeroclube oferece aulas de vôo por instrumentos, que habilita aviadores a voar independente do tempo com o auxílio de instrumentos, e cursos de mecânico de manutenção aeronáutica e comissário de vôo.

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Pai da aviação

No dia 23 de outubro de 1906, Santos Dumont, pai da aviação, no Campo de Bagatelle, em Paris, vôo com o 14-Bis e conquistou a Taça Archdeacon. A apresentação foi considerada a primeira vez que uma aeronave deslizava e decolava utilizando apenas suas próprias forças.

“Só quem voa sabe o prazer que é. Na aviação, conseguimos juntar o útil e o agradável, pois além de fazermos o que gostamos, somos bem remunerados”, finaliza Carlos Magno Montanholi Junior, 25 anos, instrutor do Aeroclube de Bauru.

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