Eu penso que amar um clube termina sendo maior que amar uma mulher. Calma! Eu explico: ao longo da vida troquei de namorada sei lá, umas cem vezes e outras cem fui trocado. O que sei é que jamais trocaria o Noroeste por outro clube, nem por nada neste mundo. E nem falar em trocá-lo de nome. Guardo até hoje o sentimento do primeiro encontro com o meu Norusca, na tarde do já longínquo domingo do dia 5/7/1960, no novinho estádio Ubaldo Medeiros, que na época ainda levava este nome, levado pelo meu pai para assistir o grande Norusca contra o Palmeiras, que na época tinha um grande time também.
Tudo conspirava para que eu aceitasse a partir daquele grande momento em minha vida o Noroeste como meu time de coração. A festa da torcida noroestina com a entrada do time do Norusca perfilado em campo vestido com camisas vermelha, calções e meiões brancos vindo saudar a sua torcida. Não tinha como a nossa adrenalina não ir a mil por hora de tanta alegria. Que festa. Festa tão igual foi o resultado sensacional que o grande Norusca conseguiu, batendo o Palmeiras por 3 a 2. Eu tinha então apenas 8 anos e já sabia o que queria. O Noroeste tem tudo a ver comigo. Se por fora é vermelho, por dentro é puro resplendor!!! O verdadeiro torcedor noroestino é uma figura ímpar, escravo da paixão e do caráter, e nunca um oportunista da paixão. Trocamos de mulher. De time jamais! Forte abraço a todos.
Reynaldo Grillo - New Jersey- EUA