A coligação Bauru de todos, que apóia Rodrigo Agostinho (PMDB) para prefeito, ingressou ontem com representações contra os adversários, a aliança União por Bauru, de Caio Coube (PSDB), por distribuição de panfletos. Enquanto isso, no final da tarde de ontem, os tucanos também foram à Justiça Eleitoral para apontar irregularidade na inclusão de depoimento do deputado estadual Campos Machado (PTB) no programa eleitoral de TV de Rodrigo.
Em ambos os casos, tucanos e peemedebistas solicitaram, através de liminares, a proibição de veiculação do programa e distribuição dos materiais. O juiz da 387ª Zona Eleitoral, Horácio Furquim Guanaes, deve decidir hoje sobre os pedidos de liminares. Em dois dos pedidos, os apoiadores de Rodrigo pedem a busca e apreensão dos materiais.
Um dos panfletos dos tucanos pede para que o eleitor compare os candidatos. De um lado, foram listados o viaduto inacabado, a tentativa de terceirização do lixo e os problemas enfrentados pela empresa Ajax (saturnismo) como ações de responsabilidade do PMDB. Rodrigo criticou que o PSDB fez “baixaria” ao dizer que a ação contra o saturnismo gerou 500 desempregos, como dizem os adversários. “Não ocorreram essas demissões e isso não tem nada a ver com a discussão sobre saúde pública e contaminação. Isso é ridículo e o caminho é a Justiça reparar”, comentou.
Do outro lado, o panfleto tucano diz que a legenda trouxe obras para Bauru, como Fatec e Hospital Estadual. Mas a segunda representação de Rodrigo é contra fato de cunho mais pessoal. Uma foto da residência da mãe do candidato é apresentada, com o panfleto insinuando que o peemedebista mente ao dizer que “não teve vida fácil”. O material ainda repete a ameaça de que Estela assumiria a prefeitura no lugar de Rodrigo.
Já o PSDB quer que a Justiça retire do ar o programa em que Agostinho veicula mensagem de apoio do petebista Campos Machado, deputado estadual. A tese é de que a legislação só permite a veiculação de apoios de integrantes dos partidos que integram a aliança.
Apesar de Rodrigo reclamar contra ataque dos tucanos, em seu programa de rádio o locutor explorou ações judicial por possível irregularidade fiscal e crime de apropriação indébito em processos abertos na Justiça Federal contra o empresário Caio Coube. Dois dos processos são de 2008.