Economia & Negócios

Após greve, movimento bancário é normal

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 1 min

Ontem, primeiro dia após o encerramento da greve dos bancários, o movimento nas agências de Bauru pela manhã foi tranqüilo. Depois de 23 dias de paralisação, os funcionários das instituições financeiras privadas e do Banco do Brasil (BB) voltaram ao trabalho. A paralisação foi mantida apenas na Caixa Econômica Federal (CEF).

Nos locais por onde a reportagem do Jornal da Cidade passou, o atendimento foi normal. Em três instituições financeiras localizadas na avenida Rodrigues Alves, os usuários não enfrentaram filas. A exceção ficou apenas para quem aguardou a abertura das agências, às 10h30.

Utilizar novamente os serviços bancários foi motivo de alívio para a diarista Neide da Silva. “Desafogou bastante o atendimento das lotéricas da cidade, que ficaram lotadas durante o período de greve”, disse.

“Minhas contas não ficaram atrasadas, porém, encontrar o banco fechado era péssimo. Sempre tínhamos que encontrar alguma alternativa”, completou o aposentado Laerte Oliveira.

Conforme divulgado ontem pelo JC, em Bauru a categoria considerou insuficiente a contraproposta final da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas em assembléia, os trabalhadores decidiram seguir a decisão da maioria – que optou pelo fim da greve.

Pela proposta da Fenaban (que representa os bancos privados), terá reajuste salarial de 10% quem ganha até R$ 2,5 mil e de 8,15% quem ganha acima deste valor. A proposta prevê ainda aumento para a participação nos lucros e resultados (PLR): a regra básica (de 80% do salário mais R$ 878,00) será alterada para 90% do salário mais R$ 966,00 - valor da parte fixa reajustado em 10%. As demais verbas, como os vales alimentação, refeição, auxílio-creche/babá e a 13ª cesta-alimentação, serão reajustadas pelos 8,15%.

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