Polícia

Em um dia, Bauru registra seis roubos, o dobro da média

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

Em um único dia, a Polícia Militar (PM) de Bauru atendeu seis chamadas de roubo e outras sete de furto. Anteontem, o número de assaltos foi superior ao dobro da média diária registrada no primeiro semestre de 2008, que foi de 2,4 crimes desse tipo por dia. No total, criminosos levaram R$ 2,9 mil nas seis ocorrências. Apenas uma pessoa foi presa em flagrante. Já o número de furtos da quarta-feira foi bem menor que a média, o que é de 13,84 crimes desse tipo por dia.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), de janeiro a junho deste ano, ocorreram 585 roubos na cidade, uma média de 2,4 ao dia. Em 2007, foram registrados 472 crimes como este – uma média de 1,95 roubos diários.

O primeiro roubo da quarta-feira aconteceu logo às 6h55. A vítima caminhava pela quadra 9 da rua Anhangüera, no Higienópolis, quando foi abordada por uma mulher armada com revólver. Ela agrediu a vítima e fugiu levando R$ 200,00 e um telefone celular. A PM não passou informações sobre a identidade de nenhuma das pessoas que foram roubadas.

No meio da tarde, ocorreu o roubo que causou maior prejuízo. Pouco depois das 15h, a vítima sacou R$ 8 mil de uma agência bancária do Centro. Desse total, entregou R$ 6 mil a seu irmão e prosseguiu pela avenida Rodrigues Alves. Porém, enquanto caminhava pela via, foi abordada por um homem em uma motocicleta azul, que armado de revólver exigiu todo o dinheiro e a chave do veículo que carregava. O rapaz fugiu em direção à avenida Nações Unidas, mas não foi localizado.

Às 17h, foi roubado um malote na Vila Falcão. Um homem parou com seu veículo no cruzamento das ruas Olegário Machado e Albuquerque Lins quando foi surpreendido por dois ladrões em uma motocicleta cinza. Um deles estava armado com um revólver e, após ameaçar a vítima, exigiu o envelope que continha R$ 571,00 em dinheiro. A dupla fugiu e não foi localizada.

O único crime que teve o autor preso em flagrante aconteceu às 17h30, no Jardim Bela Vista, e foi registrado como tentativa de roubo. A vítima foi surpreendida por uma mulher que afirmou ter jogado álcool no seu carro e ameaçava incendiar o veículo, caso ela não entrasse. A mando da assaltante, a vítima procurou um caixa eletrônico para sacar dinheiro da sua conta corrente.

Quando estacionou, ela aproveitou um descuido da mulher e saiu gritando por socorro. A assaltante tentou fugir, mas foi pega por uma equipe da Força Tática. Em busca pessoal, os policiais encontraram R$ 100,00 e uma garrafa de álcool. Ela foi presa em flagrante e encaminhada à Cadeia Pública de Avaí.

Pouco depois das 23h30, um estudante que caminhava pela rua Henrique Savi, no Jardim Planalto, foi rendido por três homens, um deles armado de faca. O trio roubou a mochila da vítima, com material escolar, um telefone celular, um videogame e carteira com documentos pessoais.

O último roubo da quarta-feira foi a um ônibus que realiza o transporte coletivo da cidade. O veículo circulava pela Vila Nova Esperança pouco antes da meia-noite quando um rapaz armado de faca ameaçou as pessoas que estavam no coletivo e fugiu levando R$ 35,00 que estavam no caixa.

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Policiamento

Para o comando do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI-4), a solução para o problema de roubos e furtos na cidade depende também do envolvimento de outros setores da sociedade. De acordo com o major Nélson Garcia Filho, a PM mantém trabalho focado no combate ao crime, mas o problema é amplo.

“Hoje temos jovens sem lazer, diversão, que saem de seus bairros por não haver equipamentos sociais. Eles acabam depredando, furtando em outros locais da cidade. É um problema social. A segurança é responsabilidade de todos, mas a maior cobrança está em cima da PM. E as instituições que poderiam nos dar um respaldo, nos deixam sozinhos”, diz.

O major também lembra que a própria população deve investir em sua segurança, instalando alarmes, circuitos de monitoramento, para evitar a ação criminosa. O Jornal da Cidade tentou entrar em contato com o delegado seccional de Bauru, José Henrique Gomes dos Santos, mas ele não foi localizado.

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