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Cips ganha academia de ginástica

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

As crianças e adolescentes atendidos pelo Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) de Bauru contarão com novas atividades nas áreas esportiva e de entretenimento. Isso porque ontem foram inauguradas na sede da entidade nova ala com academia de ginástica e sala destinada à dança e artes marciais.

Compareceram à solenidade integrantes do Distrito 4.510 do Rotary, Rotary Clube Terra Branca, Prefeitura de Bauru e convidados.

Segundo o presidente do Cips, João Carlos Previdello, construção em alvenaria ficou sob a responsabilidade da própria instituição.

Já os equipamentos foram adquiridos através do Fundo Anual de Programas, parceria firmada entre a Fundação Rotária Internacional, o Rotary Terra Branca e o Rotary Colville, nos Estados Unidos. O Conselho Tutelar do município também colaborou.

O governador do Distrito 4.510, Régis Jorge, explica que para a obtenção dos recursos o primeiro passo foi verificar as necessidades das instituições filantrópicas. O segundo foi elaborar projeto e justificar a importância do investimento.

Para a compra dos equipamentos, as três unidades do Rotary doaram US$ 21,5 mil, sendo 50% desse montante destinado pela Fundação Rotária.

Previdello informa que o Cips atende cerca de 2.300 crianças e adolescentes na faixa etária de 7 a 17 anos, vindos de famílias de baixa renda. No local, eles participam de diversas atividades educacionais, esportivas e voltadas à cidadania. O presidente da entidade avisa que o próximo desafio será a construção de um ginásio de esportes.

História

O Cips foi fundado em agosto de 1960 com o nome de “Reco-Reco”, referência ao barulho que as crianças participantes faziam ao esfregar uma vareta de ferro para retirar o capim que crescia entre os paralelepípedos das ruas de Bauru. A iniciativa coube a Roberto Previdello e a Alcides Franciscato, ex-prefeito de Bauru, ex-deputado federal e presidente dos grupo Prata e Cidade.

Em meados da década de 1970, a entidade passou a se chamar oficialmente Cips e a receber verba de cidades da região.

Naquela época, a instituição, também conhecida como “Casa do Menor Aprendiz”, priorizou a preparação dos jovens para o primeiro emprego, em cursos como carpintaria, marcenaria e costura.

Na década de 1990, com a regulamentação da lei do Menor Aprendiz, o Cips começou a dar mais ênfase para o desenvolvimento social dos alunos, que passaram a trabalhar com carteira assinada.

Foi considerada uma das 400 melhores entidades beneficentes do Brasil e, em 2006, recebeu prêmio como um dos 23 melhores programas de atendimento social de São Paulo.

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