Tribuna do Leitor

O livre arbítrio dos filhos


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O mundo avança rapidamente transformando nossos costumes, comportamentos, não só na vida, como também dentro das famílias. Hoje, os valores morais foram trocados pelos valores materiais e isto torna os filhos mais individualistas, mais distantes do convívio com os pais, principalmente com as drogas rolando em larga escala, álcool, internet e isto acaba por neutralizar a ética, o moralismo, os filhos vivem hoje momentos de transição que denominam de “crise de identidade” na qual, os sentidos de coletividade, solicitude se perderam, e assim provoca o silêncio, desconfiança, dúvidas que os pais precisam e se perdem no vazio. E os pais para não se sentirem meros espectadores, precisam esmiuçar as gavetas do filho, rastreando a internet, policiando cada vez mais com rigor as atitudes e comportamento dele, e isto acaba muitas vezes num palavrório decadente. É preciso ter cuidado para não passar uma imagem tirana, egoísta, arbitrária, pois o efeito sobre a moral deles, e a sua visão da vida, vai ser um desastre.

Contudo, não podemos ser tolos, fúteis, passivos. Temos que ser o ponto de equilíbrio, justamente para não deixarmos um legado com mágoas, ódio para nossos filhos. Os filhos desta geração começam a ter um relacionamento amoroso muito cedo, por livre e espontânea vontade. E com isto, mesmo com a idade juvenil, se sentem com conhecimento suficiente para decidir por si próprios o caminho a ser tomado na direção de suas vidas. Em linhas gerais, faço uma comparação com este desfecho do seqüestro da menina Eloá, que culminou com sua morte. Suas atitudes, suas palavras, típicas de uma mente juvenil, estavam em mão dupla com o sentimento e a intenção deste insano rapaz. Tomado pelo ódio da rejeição, ele só encontrava dois caminhos: mato o meu amor, ou me mato.

Infelizmente, a garota não teve o senso da gravidade do problema e agia como se estivesse na porta do colégio, terminando um namoro qualquer. Faltou maturidade para ela conduzir o desequilibrado do ex para um final feliz neste seqüestro. Aos adolescentes que iniciam um namoro, subestimando o sentimento do outro, como uma coisa descartável: cuidado, conversem com seus pais, procurem ouvir seus conselhos, suas orientações. Desta forma, poderão evitar pesadelos intermináveis. Pensem nisso!

Paulo Roberto Santos

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