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Laser pode reduzir rejeição a prótese de seios

Da Redação
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Botucatu - Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) apontam que entre 3% e 10% das mulheres que recebem próteses de silicone mamária apresentam rejeição ao material. Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), da Unesp, poderá mudar o quadro de rejeição com aplicações de raios laser de baixa intensidade.

Uma pesquisa desenvolvida com uso de ratos pelo médico especialista em cirurgia plástica e professor assistente do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da FMB Aristides Palhares, poderá reduzir as deformações estéticas, muitas vezes, causadas por implantes mamários de silicone e até amenizar quadros de rejeição e dor em outros tipos de próteses, que utilizam o mesmo material, em seres humanos. Palhares aplicou a técnica em 60 camundongos machos pós-operados. Na pesquisa, foi colocada uma prótese de silicone nas costas do animal, de maneira subcutânea e em alguns casos os testes duraram seis meses.

O estudo analisa a ação do raio laser de baixa intensidade nas próteses de silicone para que sejam reduzidas as chances de inflamação.

“O que ocorre com os implantes é que o organismo, ao perceber um corpo estranho, envolve o silicone com uma capa de colágeno, o que pode dobrar a prótese e causar dor. Com os experimentos nos ratos concluímos que quando há a o contato com o laser, diminui a pressão da capa de colágeno sobre o implante. Agora os estudos precisam avançar para que possamos saber se isso ocorre também com os seres humanos”, observa o especialista. Atualmente, segundo o médico, 4% das pacientes operadas podem apresentar deformidade na mama.

Alcance

De acordo com Palhares, já foram feitas diversas tentativas para tentar resolver os resultados indesejáveis dos implantes mamários de silicone em seres humanos. Alguns exemplos são modificar o silicone para evitar que ele vaze, utilizar antibióticos, corticóide e até ultrasom terapêutico. “No entanto, já percebemos que, no rato, o raio laser modifica a resposta das células e diminui as chances de inflamação. Isso faz com que a cicatrização ocorra com mais qualidade e conforto à paciente”, relata o médico.

“O estudo com o laser de baixa intensidade e outros métodos continuará. Na seqüência será usado um laser de maior profundidade e invisível. É possível que ocorra uma melhor qualidade para outras próteses de silicone que não sejam apenas mamárias”, projeta Palhares.

Conforme a assessoria de imprensa da FMB, em algumas semanas o estudo será publicado na Revista Acta Cirúrgica Brasileira. A pesquisa foi a tese de doutorado defendida por Palhares no final de 2007.

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