O presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), disse, ontem à tarde, que, se o eleitor votou no segundo turno da eleição acreditando que o futuro prefeito vai viabilizar todas as propostas, se enganou. A declaração foi dada após votar na seção 68 da escola estadual Joaquim Rodrigues Madureira, no Parque Vista Alegre.
Madureira apoiou Caio Coube (PSDB) na eleição. Na opinião do vereador, a população pode sair frustrada depois da eleição, porque o município tem muitas dívidas para acertar ao longo do próximo mandato.
Ele cita outro fator que pode atrapalhar o futuro prefeito: a recessão econômica que pode atingir o país, principalmente os pequenos municípios, por conta da crise econômica internacional.
“Os recursos vão ser muito menores com a recessão que deve atingir os municípios do Interior do Estado de São Paulo. Os recursos não podem mais sair pelos vãos dos dedos como ocorreram nas últimas administrações,” disse o vereador, que não se reelegeu para o próximo mandato
Ele afirmou ainda que o futuro prefeito tem de ter a sensibilidade de saber aplicar os recursos com qualidade em setores que realmente precisam. “Não dá mais para esperar promessa política pensando que vai se realizar tudo e, no momento de decidir onde aplicar, são destinados os recursos aonde não tem retorno”, declarou.
Sobre a campanha de Caio Coube, Madureira afirmou que em qualquer campanha política existem os erros estratégicos, mas há uma novidade no pleito de dividir a campanha em primeiro e segundo turno.
“A campanha do segundo turno é totalmente diferente do primeiro. Os erros existem. É necessário se aproximar mais da população que fica em bairros mais longe do Centro. Por isso é necessário levar com mais clareza as propostas ao eleitor. O problema é que o segundo turno é curto, devia ter mais 15 dias de campanha”, disse
Madureira acredita que a campanha ainda é no corpo a corpo e não somente no horário eleitoral de propaganda no rádio e TV. “O candidato visitando o eleitor, procurando convencer que tem a melhor proposta ainda é a melhor forma de campanha”, disse.
O presidente da Câmara declarou que sonha com uma campanha igual à americana, em que a proposta é discutida por grupo de pessoas. “Não ficam mais aquelas campanhas individuais como foi a de prefeito no segundo turno. Nos debates, por exemplo, o candidato fica mais preocupado em responder em réplica e tréplica de dois minutos. Como discutir a Saúde nesse limite de tempo?”, questionou o vereador.