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Série B: Após acesso, diretoria fala em ganhar até Libertadores


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Pouco após ser rebaixado à Série B, o presidente corintiano, Andres Sanches, falava em “mágoa”, “mancha” e “time esculachado”. Logo após confirmar a ascensão à Série A, na vitória contra o Ceará (2 a 0), prometeu títulos nunca antes conquistados pelo clube, que julga ser o “maior”. “Sou a favor de tirar as estrelas e só deixar a do Mundial (o escudo do clube tem cinco estrelas). Deveria tirar as do Brasileiro. Porque vamos ganhar muitos títulos, Libertadores... E muitas estrelas vão até descaracterizar o uniforme”, esbanjou o cartola corintiano.

O discurso de Andres lembra o de Kia Joorabchian em 2005. Naquela época, o então presidente da MSI pregava que o Corinthians se tornaria o “number one” (número um) e teria sucesso internacional. De fato, os corintianos ganharam um Brasileiro, na elite, mas não conseguiram êxito na Libertadores. Os problemas decorrentes da parceria mergulharam o clube na crise que o levou a cair para a Série B em 2007.

Uma diferença básica é que Kia contava com muito dinheiro para alimentar a megalomania corintiana. Com Andres, a situação é bem diferente. Em 2008, o clube arrecadou R$ 75,7 milhões até agosto. A manter o ritmo atual, chega a um valor em torno de R$ 115 milhões. Mais baixa do que a do ano passado, é receita similar a dos outros grandes clubes do país, como Flamengo e Palmeiras, mas abaixo da do São Paulo, o que mais fatura.

Há uma perspectiva real de aumento, com o crescimento da cota de TV de R$ 24 milhões a R$ 37 milhões. Mas isso também ocorrerá com os rivais. “A receita de marketing já cresceu bastante neste ano. Arrecadamos 10% a mais do que o previsto no orçamento. Para o próximo ano, deve crescer muito mais”, afirmou o vice-presidente de marketing, Luiz Paulo Rosenberg, ainda antes da ascensão à Série A.

Pesa sobre o Corinthians, dívida considerável, que ultrapassa R$ 100 milhões. E antecipações de receitas, que estrangulam o caixa a criam a necessidade de negociações de jogadores no final da temporada.

Os principais adversários da Série A levam uma vantagem: seus times já são competitivos na elite do país. O Corinthians vive uma incógnita nesta área.

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