Internacional

Diante do temor com recessão global, BCs preparam ações


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Londres - Bancos centrais ao redor do mundo devem lançar novas ações coordenadas de emergência esta semana para tentar acalmar o pânico que tomou conta dos mercados financeiros, que pode agravar ainda mais por conta de dados que apontam para uma recessão global.

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, deve cortar de maneira acentuada a taxa básica de juro norte-americana, seguindo as fortes vendas de ações e o colapso das moedas de alguns países desenvolvidos e economias emergentes da Ásia e da América Latina.

Os primeiros dados sobre o desempenho da economia dos EUA no terceiro trimestre, que serão divulgados na quinta-feira, devem mostrar uma contração de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) depois de uma expansão de 2,8 por cento no trimestre anterior.

A probabilidade do Fed cortar a taxa de juro em 0,5 ponto percentual era calculada no domingo em 74% e a chance de uma redução de 0,75 ponto era de 26%. Líderes da Ásia e da Europa reforçaram a intenção neste fim de semana de dar um impulso na confiança dos investidores, que enfrentam a pior crise financeira em 80 anos.

O presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, foi citado neste domingo ao afirmar que a segunda maior economia da Ásia está em boas condições, mas precisa se prevenir para evitar riscos.

Investimento em infra-estrutura e expansão da demanda do consumidor poderiam ajudar a amortecer o impacto de exportações mais fracas, afirmou Xiaochuan, acrescentando que o BC trabalhará um plano para fornecer ajuda emergencial a bancos se necessário.

O ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, afirmou ontem que o governo deve aumentar seu esquema de proteção aos bancos para cerca de 10 trilhões de ienes (106 bilhões de dólares) ante os atuais 2 trilhões de ienes.

A Coréia do Sul, cujos mercados e moeda tombaram com as turbulências financeiras da última semana, afirmou que precisa tomar uma ação de urgência para impulsionar a economia. Alguns analistas afirmaram que o BC local deverá cortar o juro na segunda-feira.

A Arábia Saudita revelou planos para injetar 10 bilhões de riyals (2,67 bilhões de dólares) no Saudi Credit Bank, criado para concessão de empréstimos sem juros a cidadãos pobres.

Governos já comprometeram cerca de 4 trilhões de dólares para apoiar bancos e restaurar as atividades dos mercados abertos na tentativa de conter a crise e estão considerando regras financeiras mais rígidas para se defenderem de qualquer repetição da atual situação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve finalizar um acordo esta semana com a Islândia, onde vários bancos foram estatizados e o sistema financeiro quase ruiu.

Representantes do governo russo afirmaram neste fim de semana que o banco central da Rússia tem os meios para controlar as acentuadas flutuações na moeda do país, mas não vê necessidade para limitar movimentos de capital ou para mudar a banda de flutuação do rublo.

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