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TRE investiga denúncia de crime eleitoral no Rio de Janeiro

Folhapress
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Rio - Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral apreenderam ontem, ao meio-dia, cerca de 90 mil panfletos, 35 mil deles ilegais, em comitê de Eduardo Paes. Segundo o chefe da fiscalização eleitoral do Rio, Luiz Fernando Santa Brígida, o material foi encomendado pelo PT, que se aliou a Paes no segundo turno.

Os panfletos ilegais traziam a foto de Fernando Gabeira ao lado do prefeito Cesar Maia (DEM), que apoiou o candidato do PV. Os papéis estavam nos fundos de um comitê de Paes em Madureira (zona norte) e foram encontrados após o TRE receber denúncia anônima.

Os fiscais ainda acharam seis embalagens para kits de lanche com os logotipos do Ministério do Esporte e da Secretaria Estadual de Esportes e Lazer, pasta em que Paes era titular. O TRE diz que Paes pode ser multado e ter o registro cassado. A decisão sai nesta semana.

Pela manhã, foram apreendidos 5.000 panfletos e bandeiras com propaganda de Paes no Méier (zona norte). E, anteontem, o vereador eleito Claudinho da Academia (PSDC), suspeito de associação com o tráfico, fez campanha para Paes na Rocinha (zona sul) doando cestas básicas, o que é crime eleitoral. O TRE analisará o caso. Já Lucinha (PSDB) foi abordada por fiscais em Campo Grande (zona oeste) por suspeita de fazer boca-de-urna para Gabeira. Mas não foi detida. Na campanha, Gabeira disse que a vereadora era “analfabeta política” - ele pediu desculpas.

Ainda ontem, a Igreja Universal do Reino de Deus usou seu principal templo no Rio para fazer campanha, com distribuição de santinhos e “cola”. “Vamos fazer a última oração e votar. Vocês viram o bispo (Edir) Macedo (fundador da Iurd) na TV? Ele está apoiando quem?”, indagou o bispo Clodomir Santos. “Então é o Eduardo Paes”, disse ele para 10 mil fiéis.

Para o TRE, o que ocorreu no templo é crime eleitoral, mas nada poderá ser feito, pois não houve denúncia nem flagrante.

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