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Dia do Servidor Público


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O genial Machado de Assis mantém seu destaque com o centenário de sua morte. Espalhou-se aos quatro cantos a sua biografia onde a versatilidade do seu talento encontra-se, não por acaso, emprestada ao funcionalismo público carioca por quarenta anos. O glamour transbordava aos que bem serviam à sociedade burguesa no final do século XIX. Um privilégio. Em Poética, Manuel Bandeira não hesitou em escolher o funcionário público para de certa forma, apontar o lirismo suas atribuições. O obscurantismo da realidade de hoje obriga o servidor público brasileiro, em sua maioria, se rende à amargura de ser julgado com adjetivos que põem em dúvida a sua competência e seu esforço árduo, muitas vezes ignorado sendo cada vez mais cobrado.

Quando se fala em funcionalismo público, sempre surge aquele que vem com a imagem esteriotipada dos corruptos, dos aproveitadores, dos marajás, dos privilegiados e por aí afora, como se todos fosse farinha do mesmo saco. A verdadeira base do funcionalismo público é formada por pessoas sérias, por aqueles que sustentam, com muito suor, o pilar do Estado na execução de suas atribuições. São os que desempenham as funções da máquina pública mesmo como absurdas limitações financeiras; que trabalham mais do que o estipulado sem ganhar extras, mas que estão por aí, enfrentando condições de trabalho deficitário, por vezes indignas, com a falta permanente de equipamentos e de sistemas adequados.

São trabalhadores que encaram com coragem, o aumento de trabalho frente aos novos serviços, mesmo sem melhoria alguma na infra-estrutura e que, ainda, assim, não se intimidam com a pressão contínua do cidadão que os cobra por um serviço qualificado. Há, ainda, uma imensa falta de compromisso e vontade política por parte dos nossos gestores para com o servidor e o serviço público. No entanto, dificilmente vemos imputadas as responsabilidades aos verdadeiros responsáveis pelas mazelas do funcionalismo público. No Dia do Funcionalismo Público exortamos a dignidade, a firmeza, a responsabilidade destemida e o alto valor - não só do professor - mas de todo o profissional que dedica seus melhores anos em favor do bem público e do cidadão, ainda que venha custar o preço de sua própria vida. Desde de já agradeço sua atenção. Um abraço.

O autor, Palmiro Mennucci, é presidente do Centro do Professorado Paulista - CPP - São Paulo-SP

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