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Após fracassar em formar coalizão, Tzipi Livni lidera pesquisas em Israel

Folhapress
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Tel-Aviv - Embora eleições legislativas antecipadas israelenses não estejam ainda formalmente convocadas, duas pesquisas publicadas ontem, as primeiras após Tzipi Livni anunciar que não conseguiu formar um governo de coalizão para substituir Ehud Olmert, dão pela primeira vez uma ligeira vantagem ao seu partido, o Kadima (centro).

Ele constituiria a maior bancada no Knesset, o Parlamento unicameral, com 29 dos 120 deputados, segundo o instituto Dahaf. Em segundo lugar viria o Likud (direita), liderado por Benjamin Netanyahu.

Outro instituto, o TNS Teleseker, deu ao Kadima 31 deputados, e ao Likud, 29. As duas pesquisas demonstram que a política israelense permaneceria fragmentada e que os resultados são bastante apertados para serem facilmente invertidos, por exemplo, com atentados de grupos palestinos opostos às negociações de paz.

Mas há de inédito o favoritismo de Livni em chefiar o próximo governo. Nos últimos dois anos as pesquisas atribuíam esse papel a Netanyahu, adversário radical de concessões territoriais aos palestinos.

Ainda ontem ele reafirmou que não permitiria a divisão de Jerusalém e manteria sob soberania israelense parte da Cisjordânia, onde um virtual Estado palestino teria sua existência comprometida por centenas de assentamentos judaicos. Também disse que não devolveria à Síria as colinas do Golã, o que abortaria as negociações ainda embrionárias entre Israel e a ditadura de Damasco.

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