São Paulo - A julgar pela composição da Câmara Municipal de São Paulo eleita no último dia 5, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), reeleito anteontem, terá pela frente um governo com amplo apoio do Legislativo, mas, segundo aliados, com mais desafios pela frente.
Ao longo da campanha, Kassab conseguiu levar para seu lado partidos que cresceram em número de cadeiras na Câmara, o que deve aumentar a base aliada em sua próxima gestão. Enquanto isso, o PT, principal partido de oposição, reduziu sua participação de 13 para 11 vereadores. “Conseguimos consolidar uma maioria bastante folgada na Câmara baseada em acordos partidários, o que é mais importante, não em acordos individuais ou acordos isolados. (...) Isso significa não precisar fazer barganha, não ter necessidade, nem se faria, qualquer tipo de prática fisiológica”, afirmou o vereador reeleito Gilberto Natallini, líder do PSDB na Câmara, partido que se juntou a Kassab no segundo turno das eleições.
Para o atual líder do PT na Casa, Arselino Tatto, mesmo com a maioria governista, Kassab não terá mais ou menos dificuldades na nova gestão. Segundo ele, os partidos de centro que o apoiaram também ajudarão a cobrar o cumprimento das promessas feitas na campanha eleitoral. “Não faremos uma oposição sistemática, vamos fazer uma oposição séria, mas vamos exigir que se cumpram as promessas”, afirmou.
Tatto pretende reunir sua bancada hoje para discutir a postura que adotará em relação a temas já ligados à nova gestão, como o orçamento da prefeitura para 2009, que começa a ser discutido em audiência pública marcada para quarta-feira e deve ser votado até dezembro pelos vereadores.
O atual líder do governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), o Netinho, também não prevê facilidades para o prefeito reeleito.