Após seguidas ofensivas dos pichadores, que até colocaram na Internet filme mostrando suas ações à luz do dia, e estão vandalizando e destruindo escolas estaduais de Bauru, as polícias Civil e Militar prometem endurecer no combate a este delito.
O novo delegado seccional de Bauru, José Henrique Gomes dos Santos, está alarmado com a incidência de pichação e vandalismo na cidade. Após ver as pichações da escola Ernesto Monte estampadas na edição de ontem do JC, ele afirmou que, na análise que faz dos principais problemas de segurança pública em Bauru, já destacou o combate a esse delito como uma das prioridades de seu plano de ação.
Como são situações que em sua maioria envolvem menores, o delegado seccional vai determinar que a Delegacia da Infância e Juventude (Diju) atue de forma estratégica em casos de pichação e vandalismo, que ele também elenca como crimes ambientais. “Acabo de assumir, mas já coloco esta barbaridade como uma das prioridades de nossa atuação na cidade. É um dos problemas mais urgentes, mesmo não estando talvez entre os mais graves”.
Gomes dos Santos adiantou que a atuação da Polícia Civil se dará também na conscientização e ações preventivas.
O subcomandante do 4.º Batalhão de PM do Interior (BPMI-4), major Nélson Garcia Filho, destacou que desde o início do mês, policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam) estão orientados a intensificar as buscas em veículos ou em lugares com concentrações de jovens. O objetivo é localizar tintas e sprays empregados em pichação. A Força Tática também aumentou o número de abordagens e revistas pessoais a jovens.
“Orientamos nossos oficias que intensifiquem o combate à pichação na cidade. Também abordamos o tema nas palestras do programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC)”, destaca. Para o subcomandante, uma das alternativas para coibir o crime é tratar o tema de forma mais contundente. Ele sita o exemplo da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, que no final dos anos 90 adotou a política de tolerância zero na segurança pública. “Quando uma pessoa é punida em um delito menor, não passa a cometer um maior”, exemplifica.
Ele aposta na conscientização como solução para o problema. “Pedimos a todos os educadores que conversem com seus alunos sobre esse problema. A grande saída para o mundo é a educação”, destaca.