Polícia

Protesto no muro de casa

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A origem da pichação está ligada à necessidade do ser humano de protestar. Na época da ditadura militar, manifestantes se expressavam contra o regime autoritário no País escrevendo palavras de ordem em muros e paredes. Atualmente, o caráter reivindicatório deu lugar a busca de status entre gangues que vandalizam lugares considerados difíceis.

Porém, Inês Faneco encontrou uma forma de reivindicar e protestar por meio de pichação. Ao invés de propriedade alheia, ela usa o muro da própria casa para mandar seus recados. Faneco contou que tudo começou há nove anos, com uma homenagem a um amiga que morreu. “Sempre quis ser jornalista, mas como não consegui, esse foi o jeito que encontrei para me expressar”, revela.

Faneco continuou a transmitir seus recados no muro. Porém nem todo mundo reagiu bem aos comentários explícitos. Uma vez criticou a leitura do consumo de água feita por funcionários dos Correios, o que provocou reações negativas. Ontem, ela trocou a frase do muro. No novo recado, mais uma “cutucada”. “Parabéns Bauru pela faxina na Câmara. Boa Sorte. Maria Inês Faneco”.

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Antipichação

Já existe produtos com tecnologia antipichação no mercado. São tintas e vernizes que, se aplicados à parede garantem uma camada que impede a fixação dos rabiscos. Para limpar, basta passar um pano embebido em removedor. Porém, a solução é cara. De acordo com o gerente de vendas de uma loja de tintas em Bauru, Samuel Tripoli de Oliveira, uma lata com 3,6 litros dessa tinta especial sai por R$ 350,00. Já um galão de 18 litros de tinta comum é vendido em média por R$ 100,00.

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Outros casos

No início do mês, três garotos picharam o prédio da Telefônica, no Centro, filmaram a ação criminosa e disponibilizaram o vídeo na Internet. Um deles foi identificado e seus dados foram encaminhados à Diju, mas como os policiais civis estão em greve, a investigação ainda não começou.

Já na semana passada, as câmeras de segurança de uma concessionária de motocicletas da avenida Nações Unidas flagraram um grupo de jovens pichando o imóvel duas vezes durante a mesma madrugada.

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