Regional

Prédio construído para a PM está desocupado há mais de quatro meses

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Macatuba - Um prédio construído para ser sede do Grupamento da Polícia Militar em Macatuba (46 quilômetros de Bauru), inaugurado em junho deste ano, ainda está desocupado. A causa do imbróglio ninguém define bem. O fato é que além da estrutura física, o imóvel está mobiliado para atender a população já que o prédio ocupado pelo grupamento está em péssimas condições de uso. A PM alega depender de determinação do alto comando da corporação.

A prefeitura enviou ofício ao secretário de Segurança Pública para que ele se pronunciasse sobre o assunto. O prazo vence dia 15 e até ontem, ele não havia respondido.

Na cidade há um burburinho, misto de boato, dizendo que a destinação dada pela Câmara Municipal não agradou a PM e, por isso, o caso está se arrastando.

O início das obras do novo prédio vai fazer aniversário em novembro. Paralelamente, o Legislativo de Macatuba tratou de aprovar um projeto de lei que denominou o prédio de “Tenente Coronel Carlos Alberto Paffetti Fantini”, um macatubense muito querido no município.

Em junho deste ano, mais precisamente no dia 13, aniversário da cidade, o imóvel estava pronto e numa solenidade comemorativa foi entregue à Polícia Militar.

Desde então, a mudança virou uma novela. Os munícipes questionam a administração municipal que, resolveu mandar um ofício para o secretário de Estado de Segurança Pública, Ronaldo Augusto Bretas Marzagão, para que, em 30 dias (a contar do envio do ofício), a Secretaria de Segurança Público se pronunciasse sobre o assunto. O ofício foi datado no dia 15 de outubro.

Até ontem, segundo o chefe do gabinete da Prefeitura de Macatuba, José Aurélio Paschoal , não houve resposta. “A população tem nos cobrado. Infelizmente não depende de nós.”

Paschoal frisa que a prefeitura já paga despesas, como água, luz e telefone para a Polícia Militar.

Aguardo de autorização

O Comando do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I) explicou, ontem, que a ocupação do novo prédio depende da autorização do alto comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo. “Importante destacar que, em vista do período eleitoral, nenhum prédio em construção foi ocupado”, segundo o oficial chefe da seção de Relações Públicas do Batalhão, tenente Serpa.

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