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Noroeste: Fernando sai e Damião ataca críticos

Por Wagner Teodoro | Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente do Noroeste, Damião Garcia, confirmou, ontem, a saída de seu filho Fernando Garcia da diretoria do clube. Fernando entregou o cargo, segundo Damião, por estar magoado com as críticas recebidas. “A torcida pendurou lá uma faixa de ‘fora Fernando’. Então, já que a torcida quer que ele saia, ele não vai insistir”, comentou ontem o presidente noroestino, por telefone, ao Jornal da Cidade. Damião revelou que Toninho Gimenez irá substituir Fernando Garcia no cargo de diretor financeiro. No entanto, Gimenez ficou de confirmar se aceita ou não o cargo até o final desta semana.

Damião não acredita que os críticos de Fernando sejam os torcedores do Noroeste e aproveitou para disparar contra aqueles que considera como opositores à atual gestão. “Não é a torcida, está por trás da torcida. Por que a torcida faria um negócio desse contra a gente? Mas isso não é a torcida, isso é meia-dúzia, comandados pelo Ibrahim Cameschi e pelo (radialista Luís Carlos) Silvestre”, atacou.

O presidente noroestino lembrou dos feitos de sua administração. “Além de pegar o time com mais de 100 ações (trabalhistas) e do meu bolso liqüidar essas ações, peguei o time na Série A3 e levei para a A1. Estamos há três na A1 e bem colocados”, disse. Damião revelou seu temor de se afastar do clube e ver todo o trabalho perdido em más administrações.

“Eu não gostaria de entregar para gente incompetente e o Cameschi é um deles. O Cameschi está f... comigo, desculpe o termo, porque eu o pus de vice-presidente para ver se ele ajudava. Como ele mora aí em Bauru, faria o relacionamento com o pessoal do comércio, da indústria para a gente ver se conseguia alguma coisa. Mas não conseguiu coisa nenhuma e nem deu nada”, garantiu. “Fernando investiu mais de 3 milhões de reais e, agora, está tentando recuperar com a venda de jogadores, se conseguir vender. Eu gastei mais de 10 milhões de reais para deixar o Noroeste do jeito que está. Criticar é fácil, quero ver é fazer alguma coisa. Quero ver este Cameschi fazer alguma coisa”, desafiou.

Damião chegou a apontar pessoas, que em seu entender, seriam bons sucessores após sua saída. “Em Bauru tem muita gente boa, como o meu vice, que é o João Bidu, o (Nélson) Pachoalotto, o Érico Braga, o próprio Toninho (Gimenes), o Vinícius (Coube). Tem uma turma de gente boa, que pode se reunir, e é o que eu quero, e levar o Noroeste para frente e não perca aquilo que eu fiz até agora. Largar o Noroeste na mão do Ibrahim Cameschi é brincadeira”, considerou.

O mandatário alvirrubro, mais uma vez, não descartou sua saída em breve do clube e afirmou que as críticas intensificam seu desejo de se afastar. “Para falar a verdade, por este motivo (críticas), vontade até tenho. Mas (fico) pelas pessoas que trabalham no Noroeste, todos os que trabalham no clube são gente decente. A começar pelo Marques, os treinadores, o pessoal todo do escritório. Você vê este estádio (Alfredo de Castilho) hoje, você pode comer no chão de tão bem conservado. Coisa que antigamente não dava nem para entrar”, garantiu. Damião ainda observou que vai avaliar a possibilidade de permanecer custeando exclusivamente as despesas do clube e esclareceu que a intenção não é esta.

A reportagem do JC tentou contato com Fernando Garcia para falar sobre o assunto, mas o ex-diretor financeiro não atendeu a ligação e não retornou o recado deixado pelo JC na caixa de mensagens de seu telefone celular.

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