Regional

‘Apagão’ adia sessão para instalar CPs

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Um “apagão” ontem no município de Avaí (39 quilômetros de Bauru) adiou para a próxima segunda-feira (dia 3) a sessão da Câmara Municipal que poderia instalar até três comissões processantes para instalar processo de cassação do atual prefeito Paulo Sérgio Rodrigues (PSDB). Às 19h15, acabou a energia em todo o município devido a um temporal que atingiu grande parte da região de Bauru. A sessão estava marcada para as 20h, portanto 45 minutos antes o prédio do Legislativo já estava às escuras.

A presidência da Câmara determinou uma tolerância de 30 minutos para a volta da energia e início dos trabalhos. No entanto, eram 20h30 e nada de energia e a decisão foi pelo adiamento da sessão por uma semana. Assim Rodrigues pode ser considerado um político de “santo forte”, pois o “apagão” lhe deu uma semana para articular politicamente para evitar a instalação das CPs.

O prazo inicial de apuração de uma processante é de 90 dias. No caso de Rodrigues, se os trabalhos consumirem os três meses, sua gestão já estará encerrada (dia 31 de dezembro). A contagem regressiva já contabiliza sete dias a menos e, portanto favorecem o atual prefeito, pois só na primeira sessão de novembro (dia 3) as denúncias poderão ser apreciadas pelos parlamentares.

Três acusações

Uma das denúncias é relativa ao uso do fax da prefeitura para que o prefeito recebesse notificações e comunicados da Justiça Eleitoral. A mesma acusação é analisada em representação na Justiça Eleitoral que pede a cassação da candidatura ou do diploma. O prefeito forneceu o número de fax da prefeitura em seu registro de candidatura. Em outra denúncia, Rodrigues é responsabilizado pela utilização de linha telefônica celular por um prestador de serviço que não integra o quadro de servidores públicos municipais.

O prestador de serviços estaria usando o aparelho por conta da prefeitura. Uma outra acusação, denominada “máfia dos perueiros”, questiona a quilometragem contratada pela atual administração municipal. Conforme a denúncia, nas duas gestões passadas a quilometragem contratada era de 92 quilômetros com itinerário definido.

Na gestão de Rodrigues, são 125 quilômetros sem itinerário definido. De acordo com a denúncia, a prefeitura estaria pagando pelos 125 quilômetros e usando apenas 92. O dinheiro da diferença teria sido usado na campanha de reeleição do atual prefeito.

As denúncias têm que ser acolhidas pela maioria dos vereadores. A partir do momento em que forem aceitas, instaura-se uma comissão processante para iniciar a apuração. Em matéria publicada pelo JC na última terça-feira, Rodrigues disse estar tranqüilo.

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