Botucatu - Um curso especial capacita servidores de todas as áreas da Faculdade de Medicina de Botucatu e também do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) para incentivar o aleitamento materno. Esta é a condição para que o hospital receba o título de “Hospital Amigo da Criança”, de iniciativa da Unicef e Organização Mundial de Saúde (OMS) e que contou com a adesão do Ministério da Saúde.
Saskia Fekete, docente do Departamento de Pediatria - Setor de Neonatologia e uma das coordenadoras do treinamento esclarece que durante os próximos meses, uma vez por semana, os funcionários se reunirão para receber as informações. “A intenção é transformá-los em multiplicadores das orientações sobre o assunto. Com isso, queremos reduzir a mortalidade infantil e aumentar os índices do aleitamento materno exclusivo”, frisa. “A mortalidade infantil na região não é elevada, mas pode melhorar. Já o aleitamento exclusivo é baixo”, observa a médica.
O “Treinamento de Sensibilização sobre a necessidade do Aleitamento Materno” começou ontem e, ano que vem, o HC passará por uma avaliação. Caso venha a aprovação, a unidade hospitalar receberá o título de “Hospital Amigo da Criança”. Para se manter neste patamar, deverá passar por avaliações periódicas.
Para receber o título de “Hospital Amigo da Criança” a instituição precisa cumprir 10 tarefas. São elas: 1) ter uma norma escrita sobre aleitamento, que deveria ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde; 2) treinar toda a equipe de saúde, capacitando-a para implementar esta norma; 3) informe as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento; 4) ajuda as mães a iniciar o aleitamento na primeira meia hora após o nascimento; 5) Mostrar as mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos; 6) não dar aos recém-nascidos nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que tal procedimento seja indicado pelo médico; 7) praticar o alojamento, permitir que as mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia; 8) encorajar o aleitamento sob livre demanda; 9) não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio; 10) encorajar o estabelecimento de grupos de apoio ao aleitamento, para onde as mães deverão ser encaminhadas, por ocasião da alta do hospital ou ambulatório.