Internacional

Crise humanitária prossegue após cessar-fogo no Congo

Folhapress
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Goma - As forças rebeldes que atuam no leste do Congo decretaram ontem um cessar-fogo unilateral depois de cercarem Goma, onde os 600 mil habitantes estão em pânico, e os capacetes azuis das Nações Unidas, sem poder de fogo para defender os civis, recuaram para as imediações do aeroporto da cidade.

Comandados pelo general renegado Laurent Nkunda, os rebeldes haviam tomado na véspera a cidade de Ruitshuru, 70 km ao norte de Goma. Cerca de 45 mil pessoas refugiaram-se em direção ao sul. Desde domingo mais de 200 mil congoleses deixaram suas casas e suas terras, naquilo que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, qualificou de “crise humanitária de dimensões catastróficas que ameaça ter conseqüências em escala regional’’.

As forças militares da ONU, apesar de seus 17 mil homens, não conseguem conter os rebeldes ou substituir o Exército regular congolês, que está próximo do colapso. Ontem à noite seus comandantes decidiram esvaziar Goma.

Mas a população responsabiliza os soldados da ONU por não conseguirem protegê-la. Um comboio de refugiados organizado pelo organismo internacional foi ontem apedrejado.

A França, no exercício da presidência rotativa da União Européia, propôs o envio de um reforço militar de 400 a 1.500 homens.

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