Tribuna do Leitor

Educação não é levada a sério


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A tão esperada e necessária lei que fixou o merecido piso salarial para os professores da educação básica não está agradando, nem um pouco, vários governadores. Tanto que cinco deles, representados pela governadora do Rio Grande do Sul, que é do PSDB, já entraram com ação junto ao Supremo Tribunal Federal, questionando a aprovação. Alegam não disporem de recursos suficientes para atender as novas determinações solicitadas. Além de garantir um piso salarial comum a todos os educadores do Brasil. O que pode estimular o interesse de mais jovens pelo magistério. A lei define também que os professores tenham mais tempo para se dedicarem aos estudos e pesquisas, uma vez que o período para estas atividades passaria a representar um terço da carga horária de trabalho.

Sendo assim, o ensino público só tem a ganhar em qualidade. Atualmente muitos professores encaram exaustivas jornadas diárias de trabalho em busca de melhores ganhos. Por tudo isso, será que não há diálogo político entre a União, os Estados e os Municípios para viabilizar os recursos precisos para a nova demanda que há por vir? Ou a vaidade partidária impede de acertarem acordos. A verdade é que a educação no Brasil não é levada a sério. É preciso, contudo, mudar a forma com que se tratam os assuntos relacionados a ela. Se o dinheiro é para propiciar uma educação com mais qualidade, movem-se todas as barreiras possíveis para impedir. Agora, se for para salvar os banqueiros e especuladores financeiros, ninguém se manifesta. Os políticos brasileiros precisam entender que a educação não é gasto, mas sim investimento. Só assim será possível construir um país cada vez melhor para se viver.

Eduardo Simini

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