O bauruense aproveitou o tempo nublado da manhã de sábado para cumprir o ritual de visitas aos cemitérios da cidade. Cerca de 30% dos visitantes anteciparam a homenagem aos entes queridos para evitar a aglomeração típica no Dia de Finados.
No Cemitério Jardim do Ipê, na zona Sul, as flores naturais ainda imperaram nas homenagens aos familiares mortos. Mas nos cemitérios da Saudade, São Benedito, Cristo Rei e Redentor, as flores de plásticos e tecido ganharam espaço, fruto de um trabalho de conscientização que vem sendo feito há anos no combate à dengue.
A visitação aos cemitérios teve um fluxo maior no período matutino, quando o sol ainda tentava aparecer. Por volta das 11h, o número de pessoas tinha diminuído bastante, comentou a administradora do Cemitério São Benedito, Neusa Alexandre.
Para ela, cerca de 30% das visitas do Dia de Finados já foram realizadas ontem. “Temos 2,5 mil túmulos. A aglomeração de pessoas acontece porque cada um dos túmulos recebe mais de uma visita, são famílias inteiras”, constatou.
Nos cemitérios da Saudade, Cristo Rei e Redentor, a média não ultrapassou os 35%. Várias famílias aproveitaram o sábado que antecedeu o Dia de Finados para limpar e dar novo visual aos túmulos.
No Cemitério da Saudade, houve falta de água. Alguns galhos cortados e deixados na calçada atrapalharam o trânsito de pessoas. O túmulo de Maria Nunes já estava coberto de flores, imagens e placas de agradecimento pelas graças alcançadas.
Via sacra
Ana Maria Cunha antecipou sua passagem pelo Cemitério São Benedito em razão de ter de visitar centros. “Tenho muitos parentes mortos. Alguns enterrados aqui, outros no Saudade e no Redentor, uma verdadeira via sacra no Dia de Finados.”
O casal Gilson e Fátima Scarabelo também antecipou a visita ao cemitério. “Quisemos evitar a correria e a aglomeração de pessoas que sempre acontece no Dia de Finados.” O casal tem o costume de ir ao cemitério nessa época do ano. “É um ritual, aproveitamos para trocar as flores e limpar o túmulo.”