Ser

Minha história: Um amor que nunca morre


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Ah, que saudades você deixou em todos nós! Os que conheceram você jamais esquecerão daquele seu jeito de menina dentro de uma mulher madura. Você não tinha maldade no coração. Cristo disse que se quiséssemos entrar no reino de Deus deveríamos ser como as criancinhas. Você está lá, definitivamente. Neusa Maria Oliboni, já lá se vão três longos anos... Você só tinha 55 anos.

Você era minha amiga, minha confidente. A irmã que nunca tive, pois sou filha única. Os segredos que nós trocávamos, só nossos, de ninguém mais. Aquele seu jeitinho todo especial de demonstrar que não estava emocionalmente sintonizada com algo. Você então dizia: “não fluiu”. Com meiguice, lembra-se? Neuzinha, você não morreu. Simplesmente passou para um plano espiritualmente superior.

Amizade é uma convergência de afinidades. Daí você e eu sempre termos sido grandes amigas. Encontrar amizade sincera é coisa rara. Fomos ambas privilegiadas. Amizade não se conquista, se constrói ao longo de uma existência. Nós construímos a nossa. Como muito bem disse o poeta gaúcho Mário Quintana: “Amizade é um amor que nunca morre”. Por esta razão o nosso ainda permanece vivo.

Maria José dos Santos Vieira

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