Quem nunca se arrepiou com história atribuídas aos coveiros ou aos agentes funerários? Defunto que se mexe, um abriu o olho e respirou, choros, sussurros e gritos de lamento no cemitérios. De acordo com essas pessoas, a maior parte das histórias que se propagam por aí é lenda, invenção que ganhou espaço na mente das pessoas por se tratar de um assunto que para muitos ainda é um tabu: a morte.
José Gilberto Batista, que trabalha em funerária há muitos anos, garante que as histórias contadas por aí são verdadeiras lendas. “Não existe isso do defunto respirar, abrir o olho ou coisa parecida”, garante.
Batista conta que recentemente uma família, levada pela emoção do momento, acreditou que a pessoa que estava sendo velada permanecia viva e havia se mexido. “Foi um Deus nos acuda para fazer as pessoas acreditarem que foi apenas ilusão”, relata. “Tivemos que chamar uma equipe do Serviço Atendimento Médico de Urgência (Samu), que examinou o cadáver para que os familiares se convencessem de que a pessoas realmente estava sem vida”, conta.
Osmarina Miguel da Silva, coveira há seis anos e casada com um coveiro com mais de 45 anos de profissão, garante que no cemitério o único problemas são os desocupados que freqüentam o local. “Nunca me assustei com nada, nunca ouvi barulho ou vi algo de diferente aqui. Meu marido também ri muito quando alguém pergunto sobre essas coisas para ele”, conta.
Silva lembra que uma vez teve de amparar uma senhora que jurava ter visto o marido sorrindo para ela sob a sepultura. “Deve ter sido coisa da cabeça dela, mas ela veio gritando e chorando muito em busca de ajuda, além de estar toda branca”, narra. “Não sou entendida nisso, mas acho que as pessoas se emocionam muito quando estão aqui e por isso começam a imaginar essas coisas”, opina.
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Modernos
Os administradores dos cemitérios parques em Bauru garantem que cumprem todas as exigências da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e assim não há perigo de contaminação do solo. Já a administração do Memorial Bauru garante que o modelo de cemitério vertical é ecologicamente correto.
Além da preocupação com contaminação do solo e do lençol freático, os cemitérios privados começam agora a se preocupar em oferecer túmulos maiores. De acordo com a direção do novo cemitério parque de Bauru, o Jardim dos Lírios, as medidas padrão até então precisaram ser modificadas.
“Como as pessoas estão cada vez maiores e mais gordas, as urnas funerárias também estão mudando. Em alguns cemitérios da cidade, a gente encontra muita dificuldade para sepultar pessoas altas ou gordas”, explica o gerente de um grupo funerário de Bauru.
Como o grupo investe atualmente na construção de um cemitério parque na cidade, as medidas padrões foram deixadas de lado. “No nosso cemitério cada carneira possui 1,60 de largura, 2,50 de comprimento e altura de 65 centímetros, garantindo assim a acomodação de qualquer tipo ou tamanho de urna.