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Enxame de vespas preocupa moradores do Jd. América

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Elas começaram a aparecer logo no início da manhã e, no final da tarde, já tinham começado a construir um “cacho”. As vespas chegaram no Jardim América, escolheram uma árvore na quadra 9 da rua José Maria Rodrigues da Costa e não tinham saído até o meio da noite de ontem.

De acordo com o morador Amílcar Casalecchi, as vespas começaram a chegar por volta das 8h30. “Tinha um pedreiro fazendo um serviço em casa e foi ele quem percebeu que tinha um enxame lá fora”, conta. O Corpo de Bombeiros foi acionado e por volta das 16h, uma viatura esteve no local e informou que voltaria durante a noite para lidar com os insetos.

“Aqui em casa, nós ficamos meio apreensivos. Mas elas estão quietinhas lá”, contou Casalecchi. Ele ressaltou que a maior preocupação é com o filho de 16 anos, que é alérgico. Porém, o morador ainda não tinha certeza que tipo de inseto estava fazendo cacho no tronco da árvore. “Por aqui estão falando que é abelha africana”, conta.

Uma moradora da quadra, que preferiu não ter o nome divulgado, contou que se trancou em casa. “Eu cheguei em casa neste final de tarde e elas já estavam por lá. Entrei rapidinho e tranquei tudo”, diz. Há mais de 20 anos vivendo no Jardim América, ela destaca que é a primeira vez que um enxame desses insetos aparece por lá.

O apicultor Altair Donizete Teodoro informa que ao contrário do que muitos pensam, as vespas são comuns em Bauru e os enxames costumam aparecer na cidade com freqüência. Para remover os insetos, ele explica que é necessário paciência. “Se elas não tiverem formado o ‘cachinho’, é só espantá-las com fumaça, que elas vão embora”, afirma.

Mas caso elas já estejam construindo a nova habitação, é preciso espantá-las com fumaça e, em seguida, retirar o cacho formado. “Já tirei muita vespa pela cidade”, afirma o apicultor. Ele conta que o cacho removido é deixado em região de mata, longe do perímetro urbano. Além disso, Teodoro destaca que as vespas não costumam atacar. “Geralmente elas só picam quem tenta mexer na casa delas”, afirma.

No final da noite, o Corpo de Bombeiros retornou ao local e o enxame foi exterminado.

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