Regional

Parte do prédio da Dise é demolida pela Defesa Civil

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - As equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Obras de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) continuaram, ontem, a demolição do imóvel condenado por conta da explosão que abalou toda a estrutura da casa.

Segundo o engenheiro da Defesa Civil, Fábio Luiz Moreira, na manhã de ontem foram demolidos a parte da frente e as laterais do prédio. No período da tarde estava prevista a demolição da cozinha.

“Para hoje ficará a parte de baixo da casa. Estamos tendo muito cuidado com a demolição para não abalar os imóveis vizinhos, nossa maior preocupação.”

RG é descartado

A Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Botucatu descartou o envolvimento do dono do RG (documento de identidade) encontrado nas proximidades da Delegacia sobre Entorpecentes (Dise) na última segunda-feira quando marginais invadiram a delegacia para praticar um furto de drogas e armas seguido de explosão e incêndio. O documento pertencia a um jovem que, embora seja de São Bernardo do Campo, mora na região de Botucatu há pelo menos dois anos.

“Fizemos um levantamento da vida dele e onde ele trabalha. Pesquisamos tudo e por hora, descartamos o envolvimento dele. Ele perdeu o RG. Alguém encontrou o documento e pode ter jogado por lá.”

Segundo o delegado assistente da DIG Sérgio Castanheira, existem várias ações sendo desenvolvidas ao mesmo tempo. “As suspeitas continuam em diversas linhas. Elas demandam algum tempo. Esperamos que durante esta semana possamos ter algo de mais concreto.”

Para o delegado, o rol de investigados é imenso. “O casal ligado à facção criminosa que está preso faz parte dos suspeitos, sem dúvida alguma.”

O retrato falado de um dos envolvidos que, comprou os 20 litros de gasolina em um posto de combustível da rodovia Marechal Rondon no dia do crime, ainda não está pronto, segundo o delegado seccional de Botucatu.

As investigações da polícia descobriram que uma caminhonete de cor preta foi abastecida com R$ 180 reais de combustível e ainda encheram 20 litros de gasolina em um galão. A suspeita é que esse veículo foi usado pelos bandidos.

O delegado não acredita no uso de explosivo. Os bandidos teria jogado gasolina e depois atearam fogo. As explosões ocorreram porque o imóvel estava fechado.

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