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Presidente do TSE afirma ter sido mal-interpretado na Câmara

Folhapress
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Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, minimizou ontem as reações provocadas por sua cobrança para que a Câmara cumpra a resolução que estabelece a perda de mandato para aqueles que trocaram de legenda fora dos prazos estabelecidos.

Em resposta a declaração de Britto, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pediu que o presidente do TSE se “contenha” porque não tem autoridade para fazer cobranças públicas sobre um outro Poder.

“Tenho tido uma relação cordial com o Poder Judiciário. Pedirei que o presidente do TSE se contenha e não faça cobranças públicas porque serei obrigado a cobrá-lo também” disse Chinaglia.

Britto negou ter tentado interferir no Legislativo e que ocorra uma crise institucional entre os Poderes Judiciário e Legislativo. “Os Poderes são independentes e harmônicos entre si. Eu velo pelo dois atributos, independência e harmonia, fui mal interpretado”, disse.

Da tribuna da Câmara, o deputado pediu para dar um “recado claro” ao presidente do TSE. “Vamos manter a relação entre os Poderes”, apelou Chinaglia. “Não há crise alguma, há mal-entendidos que serão resolvidos”, afirmou Britto.

Ao ser questionado sobre a eventual resistência da Câmara ao cumprimento da resolução do TSE sobre a fidelidade partidária, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Britto afirmou que essa hipótese é pouca provável. “Não trabalho com essa hipótese de resistência e nem de enfrentamento”, afirmou. “Não tive intenção alguma de interferir no Legislativo”, reiterou.

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