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Democratas traçam planos próprios

Folhapress
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Washington - Mais de dois meses antes de o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, assumir o cargo, no Congresso, seus colegas traçam planos sobre aspectos-chave do futuro governo. Esses planos, destacou ontem o jornal “Los Angeles Times”, nem sempre estão de acordo com os do futuro chefe de Estado.

Conforme o jornal, por exemplo, o senador democrata Max Baucus, presidente da Comissão de Finanças da Casa, anunciou seu próprio plano de reforma para o sistema de saúde e pediu ação imediata. Com isso, a primeira proposta de reforma na saúde feita para o governo Obama não partiu da Presidência, mas sim do Congresso, e com pontos que o presidente eleito combateu durante a campanha.

Entre esses pontos de discordância estão os de que Baucus quer obrigar todo americano a ter plano de saúde - o que foi defendido pela senadora democrata Hillary Clinton durante as primárias do partido, quando ela concorria contra Obama -; e quer taxar alguns benefícios - como propunha o senador republicano John McCain, rival de Obama na corrida final.

O “LA Times” destaca que, no momento da apresentação do plano de reforma do sistema de saúde elaborado pelos congressistas, Baucus afirmou apoiar Obama. “Estou comprometido a trabalhar com ele (Obama) para encontrar consenso.”

Outros democratas trabalham em um plano de auxílio econômico para montadoras.

Obama tem demonstrado esforço para construir laços fortes com o Congresso. Ele escolheu conselheiros conhecidos no Capitólio, como o ex-líder da maioria democrata no Senado Tom Daschle. Inclusive, o vice eleito é um experiente senador - Joe Biden, senador por Delaware há nada menos que sete mandatos - e o primeiro nome do governo é um deputado - Rahm Emanuel, que será chefe-de-gabinete na Casa Branca.

Conforme o “LA Times”, William A. Galston, ex-conselheiro do último presidente democrata, ressalta que é importante negociar os pontos-chave, pois o “Congresso está cheio de gente que trabalha com isso há muito tempo”. Ele alerta ainda que a Presidência corre o risco de enviar propostas demais de uma vez só e “afogar o Congresso”.

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