Política

Derrubada de mata preocupa MP

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

A construção de projeto imobiliário para instalação de prédios residenciais e comerciais em metade de uma área de 600 mil m² da floresta urbana da Água Comprida, perto do campus da Unesp, vai exigir a adequação do empreendimento às regras especiais previstas não só no Plano Diretor (PD). Caso a etapa municipal seja vencida, é possível que a análise do projeto seja feita por grupo estadual criado para esse fim.

A opinião é do promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro. Segundo ele, para derrubar a mata, os empreendedores precisarão ter autorização especial. “Na minha opinião, somente a autorização da prefeitura não é suficiente”, diz ele. “A maioria dos empreendimentos imobiliários precisa passar pelo Graprohab e, neste órgão, eles sofrem uma série de restrições”.

O promotor se refere ao Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo, cujo objetivo é centralizar e agilizar os procedimentos administrativos de aprovação do Estado para implantação de empreendimentos de parcelamentos do solo para fins residenciais, conjuntos e condomínios habitacionais, públicos ou privados.

O órgão estadual é constituído de 12 membros titulares, entre eles da Secretaria do Meio Ambiente, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Procuradoria Geral do Estado, entre outros.

Embora ressalte que o projeto ainda está em fase inicial, Sciuli aponta para a importância da floresta urbana. “Pelo porte da área, localização privilegiada, qualidade e tipo de mata envolvida é preciso fazer estudo da viabilidade do empreendimento e de que quantidade de árvores serão derrubadas”, afirma.

“Vejo com grande preocupação a possibilidade de derrubar árvores naquele local. Pelo que pude observar das fotos na matéria do jornal é uma área maciça de mata”.

De acordo com o promotor, é preciso que seja feito estudo técnico da viabilidade do empreendimento para definir se há possibilidade de derrubar parte da mata para a construção de imóveis. “Em termos ambientais, não podemos abrir mão da qualidade de vida que temos em Bauru”, comenta. “São poucas áreas, mas é um pouco que ainda temos”.

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