Esportes

Hipismo: Prova da Hípica define hoje à tarde

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Serão definidos hoje à tarde os campeões da Prova de Hipismo Honda SPI. Organizada pela Sociedade Hípica de Bauru (SHB), a competição reúne cerca de 30 cavaleiros da cidade e da região na sede da entidade. O evento integra o calendário de comemoração dos 55 anos da instituição fundada em 30 de novembro de 1953 - e cujo primeiro presidente foi o pecuarista Plínio Ferraz, responsável pela doação inicial da gleba onde hoje está instalado o clube.

São quatro as categorias em disputa na prova: 0,4m; 0,7m; 0,85m; e 1m. Em geral, a 0,4m costuma ser voltada para cavaleiros iniciantes, ao passo que a 1m reúne competidores mais experientes. O objetivo da disputa é completar o percurso da pista no tempo e na metragem ideais, sem derrubar obstáculos.

Para chegar a tais valores, os organizadores da prova medem o espaço e o período de tempo que um competidor necessitaria em média para completar o percurso sem sobressaltos. No caso da prova de ontem, a metragem ideal foi de 371 metros. Nas categorias 0,4m e 0,7m, o tempo ideal foi de 71 segundos, ao passo que na 0,85m e na 1m era de 63 segundos.

Hoje, a partir das 10h, os cavaleiros voltarão à pista para a disputa da segunda etapa, na esperança de garantir uma boa colocação na prova. Nem todos têm chances de ficar com o troféu de campeão, já que apenas aqueles que conseguiram completar o percurso de ontem sem cometer faltas (ou seja, não derrubaram nenhum dos 12 obstáculos) - e que repetirem o feito hoje pela manhã - poderão avançar para a etapa de desempate, programada para ocorrer no período da tarde.

Caso nenhum competidor cometa faltas nessa terceira etapa, os organizadores utilizarão o fator tempo como critério de desempate. Quer dizer: será campeão aquele que mais se aproximar do tempo considerado ideal para a categoria.

Em outras palavras: quem conseguir zerar a pista. Ontem , quem obteve esse feito na categoria 1m foi a competidora Patrícia Janson Franciscato, montando a égua Hadija. Ela completou o percurso em 62 segundos e 99 centésimos. O segundo colocado, Lucas Cardoso Lima Robine, com a égua Pauline, precisou de 64 segundos e quatro centésimos para terminar a prova. Ambos não cometeram faltas (confira os resultados no quadro ao lado).

Atualmente, o “cavalo brasileiro de hipismo” (BH) é uma das raças que mais vêm sendo utilizadas em provas como a deste final de semana. “Ele se caracteriza por ser um animal forte, ágil e de boa estatura”, explica o diretor de hipismo da SHB, Alcides Franciscato Júnior.

Embora os esportes eqüestres possam ser considerados os mais antigos praticados pelo homem (remontam à época em que os cavalos foram domesticados, cerca de 3.000 anos antes de Cristo), o hipismo é uma invenção relativamente nova, mais precisamente da Inglaterra do século 18, embora no Brasil haja registros que remontem a meados do século 17.

De acordo com o site da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), o marco inicial da equitação desportiva no País teria sido o torneio de cavalaria realizado na cidade pernambucana de Mauricéa, em abril de 1641. O evento foi idealizado pelo então governador-geral, príncipe Maurício de Nassau.

Organizado pelos holandeses, que na época dominavam parte do Nordeste brasileiro, a competição reuniu cavaleiros vindos de diferentes países (ingleses, franceses, portugueses, entre outros).

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