Todo final de semana é possível encontrar dezenas de anúncios no JC de chácaras de lazer e casas no campo disponíveis para locação. Alguns locais oferecem o básico para o descanso e conforto, como piscina, área de lazer com churrasqueira e casa com dois ou três quartos para que as pessoas possam dormir no local. Outros proprietários investem mais alto e proporcionam algo mais sofisticado e com mais variedade, como duas ou mais piscinas, salão para festas, áreas para a prática de esportes, playground e alto padrão nos utensílios domésticos.
Como tudo tem seu preço, ao oferecer mais opções de lazer e conforto, o preço para locação desses imóveis sobe. Douglas Aparecido do Nascimento adquiriu uma área que transformou em chácara de lazer há cerca de cinco anos. No local, foram construídos uma casa com três quartos, quadra de vôlei e futebol society, duas piscinas, lago artificial e área para jogos, além da churrasqueira.
Nascimento lembra que a idéia inicial era montar toda estrutura na chácara para uso da família, que, com o tempo, deixou de freqüentar o local. Dessa forma, o proprietário resolveu disponibilizar a área para locação. E ele não se arrepende. “Daqui até o final do ano, de quarta até domingo, não tenho mais vagas”, conta Nascimento, que cobra R$ 600,00 por final de semana.
Ele conta que aluga a chácara apenas para famílias e que evita jovens e grupos de amigos. A razão para a medida é simples: alugando somente para grupos familiares, os gastos com a manutenção e reposição de peças são menores. “Arrecado por ano com a locação do imóvel cerca de R$ 25 mil. Parte desse dinheiro fica para investimentos no local, como pagamento do caseiro que toma conta da chácara, e o que sobra ajuda nos gastos da família”, explica.
Dentro do preço cobrado, não está incluso o valor da limpeza da chácara. Caso a família não queira se preocupar com isso, é cobrada uma taxa para que uma terceira pessoa faça a faxina.
Luiz Cláudio Malandrino possui uma chácara de alto nível dentro da cidade. De acordo com ele, a locação apenas é feita para a realização de eventos, como confraternizações, aniversários e casamentos.
Ele conta que trabalha com festas e organização de eventos há 20 anos, mas que adquiriu a chácara há pouco mais de dois anos. A propriedade conta com piscina, campo de futebol, salão de festa para cerca de 300 pessoas, playground para as crianças e outras atrações.
“Como a chácara é reservada apenas para eventos e nós oferecemos o serviço de buffet, só disponibilizamos o local se houver a contratação dos dois”, avisa Malandrino, que conta que muita gente tem lhe procurado para alugar apenas a chácara sem a intenção de contratar o buffet.
Para atender a demanda que chega a quadruplicar nessa época, de acordo com João Gonçalves, dono de uma chácara de lazer que fica a 10 minutos de Bauru, às margens da rodovia Marechal Rondon, ele pensa até em investir na aquisições de outras duas áreas para posteriormente transformá-las em locais de lazer para locação.
“A gente tem de dizer ‘não’ para muitas pessoas, porque o mês só tem quatro finais de semana e, consequentemente, só podemos alugar a chácara para um a cada final de semana”, explica Gonçalves.
Apesar de contar que praticamente se sustenta com o dinheiro que ganha ao alugar o local, o proprietário também tem muitos gastos para manter a chácara atrativa. “Tem os gastos com a piscina, a manutenção da área verde e a reposição de algum utensílio que por ventura venha a quebrar”, enumera.
Silvana Pereira diz que a mãe também tem uma chácara para locação a cerca de 15 quilômetros de Bauru. O local conta com uma casa de dois quartos, sala, cozinha, área coberta com churrasqueira e piscina. A proprietária também se preocupou em oferecer um campo de futebol para prática de esportes, quiosques e uma ampla área verde para passeio em família.
“Quem aluga a propriedade só precisa se preocupar com a roupa de cama”, garante a proprietária, que cobra R$ 200,00 por dia das pessoas que alugam a chácara e que diz que só fecha negócio com que ela “vai com a cara”.
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Diversas opções em apenas um local
Na hora de fechar negócio, Osvaldo Vilani resolveu desmembrar a sua propriedade. Com uma chácara de lazer localizada às margens da rodovia que liga Bauru a Iacanga, ele aluga apenas o setor que a pessoa está interessada. Isso vale para a casa em que mora com a família, construída no local, mas disponível para pernoite. O imóvel é grande, tem área construída de 600 metros quadrados e conta com seis suítes, que oferecem muito conforto para quem fecha a locação.
A chácara também dispõe de três ambientes fechados, inclusive com palco, e que acomodam cerca de 300 pessoas cada um. Além disso, a propriedade conta com um grande quiosque com churrasqueira e que abriga até 150 pessoas. No local foram construídas ainda duas piscinas, uma voltada para uso dos adultos e outra para as crianças.
Vilani conta que já algum tempo aluga os locais de forma separada. “Se alguém quiser alugar tudo, num pacote só, também fecho negócio, inclusive a casa, mas para utilizar toda a área é necessário muita gente”, conta.
Para fechar negócio, incluindo a casa onde mora com a família e mais o quiosque, o proprietário diz cobrar cerca de R$ 1.500,00 por final de semana. Se for alugar toda a estrutura para apenas uma pessoa no Natal, por exemplo, o valor a ser cobrado deverá girar em torno de R$ 5 mil. “É por isso que procuro alugar em partes. Dessa forma o preço fica mais em conta e quem aluga paga por apenas aquilo que irá realmente utilizar”, justifica.