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Projeto de ECA de Jaú participa de concurso


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Jaú - Para disseminar as questões dos direitos infanto-juvenis, a quarta edição do Concurso Causos do ECA selecionou textos para premiação. A educadora Claudete Filomena Richieri, de Jaú (47 quilômetros de Bauru), teve sua história selecionada na categoria ECA na Escola, juntamente com outros nove trabalhos. Na categoria ECA como instrumento de transformação foram escolhidos outros 10 finalistas.

Richieri relatou no texto denominado “Atitude” (íntegra no no site www. promenino.org.br) a força encontrada por um estudante da zona rural para melhorar as condições de transporte escolar. A postura do estudante contagiou a escola, a partir da sala de aula, até os pais, que foram orientados sobre os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Instrumentalizada, a comunidade fez valer sua força pressionando até políticos e a empresa de transporte. As condições do transporte de alunos melhoraram e as pessoas mudaram ao perceber que sempre há possibilidade para transformações.

A quarta edição do Causos do ECA foi a primeira participação em concursos de Richieri. A educadora acrescenta que soube da iniciativa por meio de um boletim eletrônico do portal Educarede. “Foi uma rica experiência, pois sempre pensei em escrever algo no gênero, como ‘memórias de uma coordenadora’, pois muitos causos acontecem no dia-a-dia de uma escola”, ressalta.

Richieri é professora coordenadora da EE “Prof. José Nicolau Pirágine” há 12 anos. Ela trabalha com professores e alunos do ensino fundamental e ensino médio. A educadora comenta que a interação com os finalistas do concurso propiciou conhecimento de novas realidades e experiências que, de alguma maneira, vão influenciar sua atividade. Hospedados durante três dias em um hotel da Capital, os 20 finalistas tiveram tempo para a troca de idéias. A premiação ocorreu no último dia 3, numa grande festa no Teatro Abril em São Paulo. “Desde então, temos nos comunicados por e-mail”, salienta.

A atuação de Richieri se assemelha a de muitos outros educadores que exercem um trabalho de formiguinha para a melhora constante da educação brasileira. É uma intervenção diária para garantir o acesso, a permanência e o sucesso de alunos na trajetória de aprendizagem. “Para isso, conto com um trabalho integrado com os professores, direção da escola e Conselho Tutelar. O Estatuto funciona como um certificado legal, garantindo direitos de crianças e adolescentes”, avalia.

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